‘Meu pai já transou comigo’: criança revela estupro em diário mágico

A menina escreveu a história no diário mágico usando uma caneta de tinta transparente. Crime aconteceu em Vespasiano, na Grande BH, e suspeito foi preso.

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Redação ND Chapecó

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Um homem de 33 anos foi preso em Vespasiano/MG, na última segunda-feira (5), após confessar ter abusado sexualmente da filha de 9 anos. A história chocante foi desvendada graças a um “diário mágico”, onde a criança relatou o abuso que sofreu do pai.

O diário mágico havia sido comprado com o dinheiro que a garota ganhou do pai O texto foi revelado com a ajuda de uma caneta de luz negra — Foto: Polícia Civil/Divulgação/ND

A mãe da menina afirmou que na noite de 11 de maio, quando foi dar boa noite para a filha, ela contou que havia escrito no diário “um segredo muito grande, que ninguém poderia saber”.

Entretanto, a caneta usada para escrever no diário mágico tem tinta “invisível” que só pode ser lida com uma luz negra. A frase que apontou o abuso sexual estava escrita na página “alguns segredos meus”.

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“Meu pai já transou comigo”, escreveu a menina no livro com a caneta de tinta invisível que vem de brinde. Ao ler a mensagem, a mulher conversou com a filha, que detalhou os abusos.

O diário foi comprado pela mãe e foi pago com o dinheiro que a criança ganhou do pai como presente. O caso foi denunciado na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher.

O que disse o suspeito?

O suspeito negou os abusos sexuais inicialmente, mas depois, segundo a Polícia Civil, confessou que os estupros ocorriam há um ano. O homem encontra-se no sistema prisional e está à disposição da Justiça.

“Ele alega que faz uso excessivo de bebida alcoólica, maconha e cocaína, que a vida dele era muito ruim e que ele estava sempre sob efeito de substâncias entorpecentes”, afirma a delegada titular da Deam, Nicole Perim Martins.

O nome dele não foi divulgado, por isso, a reportagem ainda não conseguiu obter pronunciamento em defesa dele. As informações são do portal de notícias UOL.

“Conforme nos informado, os pais são separados e, em 2018, as visitas foram regularizadas. O suspeito morava na casa da mãe dele, e os fatos ocorriam quando a avó da menina já estava dormindo ou não estava em casa”, pontua a delegada.

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