A notícia da morte de duas crianças, de 3 e 10 anos de idade, supostamente pela própria mãe no Paraná, abalou as famílias dos pais dos irmãos que vivem em Itajaí e Balneário Camboriú Litoral Norte de Santa Catarina. Os crimes teriam ocorrido no último dia 13 de agosto em Guarapuava, no Paraná.
A reportagem do Portal ND+ apurou que o pai do menino de 3 anos é morador de Itajaí. O pai da menina de 10 anos já é falecido. O velório e enterro ocorreram na manhã desta segunda-feira (29), no cemitério do bairro Fazenda.
Filhos de 3 e 10 anos teriam sido assassinados pela mãe – Foto: Polícia Civil Paraná/Reprodução/NDAs crianças teriam sido mortas em um apartamento onde viviam com mãe, após os crimes, a mãe viveu alguns dias no imóvel com os corpos das crianças sobre a cama escondidos embaixo de um lençol.
SeguirOs crimes foram revelados após a mãe entrar em contato com um advogado de Santa Catarina, onde ela morava anteriormente, e confessar os crimes. Ela teria escondido os corpos durante 14 dias no apartamento em que morava, no Centro da cidade paranaense.
Mulher afirma que teve surto
A mulher disse à Polícia Civil do Paraná que teve um surto e matou os dois filhos, um menino de 3 anos e uma menina de 10 anos. A suspeita foi detida por ocultação de cadáver e fraude processual.
A delegada responsável pelo caso, Ana Hass, afirmou ao RIC Mais que o advogado avisou a escrivã da Delegacia de Guarapuava e os policiais foram até o local.
No apartamento, localizado na rua Benjamin Constant, os corpos das crianças foram encontrados no quarto da mãe, em cima da cama, escondidos embaixo de uma coberta. Segundo a mulher, ela cometeu os crimes no dia 13 de agosto e, por isso, os cadáveres dos filhos já estavam em estado de decomposição.
De acordo com delegada, a mulher contou que estava cansada de cuidar das crianças e que, durante um surto, matou o filho de três anos asfixiado com um travesseiro. A seguir, disse para a filha que a mataria e que cometeria suicídio na sequência.
A menina de 10 anos foi assassinada enforcada com um cachecol, segundo o relato da suspeita à polícia. A mulher continuou residindo no apartamento por duas semanas, junto com os cadáveres dos filhos deitados no quarto.
Após ser presa, a mulher foi levada ao IML (Instituto Médico Legal) para a realização de exames, incluindo teste toxicológico, já que disse à polícia que tinha tomado medicamentos para cometer suicídio. Os corpos das crianças foram encaminhados ao IML de Guarapuava.
A mulher segue presa em Guarapuava desde sábado (27), a Polícia Civil e a Polícia Militar foram até o apartamento quando encontraram as vítimas. Na abordagem, a mãe confessou ter assassinado as crianças. Entretanto, no depoimento oficial para o inquérito, permaneceu em silêncio.
Crimes teriam ocorrido em dias diferentes
Novas informações sobre as mortes das crianças foram divulgadas em entrevista à RICTV neste domingo (28). A delegada Ana Hass revelou que os assassinatos podem ter ocorrido em dias diferentes.
A suspeita sobre a diferença do espaço de tempo entre as mortes surgiram após depoimento da irmã da suspeita. Ao advogado, a mãe teria dito que asfixiou o filho, de 3 anos, no dia 13 de agosto e enforcou a filha, de 10, no dia 17.
A delegada confirmou ainda que os corpos tinham leves diferenças na decomposição, mas que deve aguardar o laudo da necropsia para confirmações.
Ainda segundo a delegada, os policiais encontraram o apartamento com uma desordem “comum”, diferente às cenas de crimes violentos. O corpo do menino, de 3 anos, estava virado para a parede e o da menina, de 10, de barriga para cima, no cômodo que fica no fundo do apartamento.
A ocultação dos corpos
De forma não oficial, a mãe das crianças contou à delegada que durante os 15 dias que conviveu com os corpos das crianças usou apenas a sala, cozinha e banheiro. Ela limpou o corredor, porque disse que “ali estava incomodando”. Nos outros locais, o sangue permaneceu.
Sobre a motivação, Ana Hass contou à RICTV que a mulher revelou ter optado por matar os filhos porque se sentia “cansada” e sem condições, tanto financeiras quanto emocionais, para cuidar das duas crianças.
“Ela disse que como ela já tinha a ideia de se matar, e o filhos dela não teriam ninguém, ela acabou tirando a vida dos filhos. O que não é verdade, porque o pai do menino de 3 anos estava em Santa Catarina, estava pagando pensão, segundo o relato dele, e os familiares dela também estavam em Santa Catarina”, disse Ana Hass.
* Com informações do Ric Mais e da RIC TV