Criminosos se passam por mulheres na internet para aplicar golpe dos nudes em SC

Suspeitos criam perfis nas redes sociais e adicionam homens "bem sucedidos"; após a troca de fotos íntimas, começam a extorquir a vítima, afirmando que se trata de um caso de pedofilia

Foto de Redação ND

Redação ND Florianópolis

Receba as principais notícias no WhatsApp

Nomes e fotos de alguns delegados de polícia de Santa Catarina estão sendo utilizados em um novo golpe na internet. Apelidado de “golpe do falso delegado”, o crime envolve a extorsão nas redes sociais após o envio de “nudes”. A Adepol-SC (Associação dos Delegados de Polícia de Santa Catarina) emitiu o alerta nesta segunda-feira (19).

Polícia chama atenção para golpe na internet – Foto: Reprodução/InternetPolícia chama atenção para golpe na internet – Foto: Reprodução/Internet

O golpe nomeado de “sextorsão” funciona da seguinte maneira. A vítima recebe um pedido de amizade em uma rede social, por parte de uma garota jovem e bonita. Durante a conversa, a pessoa passa a enviar fotos de mulheres nuas e também pede fotos íntimas. O público-alvo do golpe são homens bem-sucedidos.

A partir do momento em que as fotos são enviadas pela vítima, os suspeitos começam a extorqui-la, afirmando que se trata de um caso de pedofilia e exigem o pagamento de valores, para evitar um suposto processo. É nesse momento que uma terceira pessoa entra na conversa, fingindo ser um delegado de polícia.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

O “falso delegado” então propõe uma resolução “amigável” do caso mediante transferência bancária. A Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Diretoria Estadual de Investigações Criminais já investiga os casos.

Ainda segundo a Adepol, a figura do falso delegado também aparece em casos de supostas cobranças por dívidas judiciais e tributárias. Os casos têm sido registrados em vários estados do Brasil.

“O importante é prevenir como, por exemplo, não iniciar conversas com perfis desconhecidos ou sem identificação. Não trocar informações, principalmente fotos íntimas e, na primeira suspeita, procure a Polícia Civil”, destaca o presidente da ADEPOL, Delegado Rodrigo Falck Bortolini.

Tópicos relacionados