‘Cuidando de forma rigorosa’, diz governador de SC sobre conflitos entre indígenas em Chapecó

Jorginho Mello (PL) afirma que o governo está agindo com muita responsabilidade para mediar os conflitos e evitar mais mortes

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Redação ND Chapecó

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“Santa Catarina está cuidando com muita responsabilidade, informando o Governo Federal e as Forças Nacionais do que estamos fazendo. A expectativa é que se acalme, já acalmou, e evitar mais mortes”. A afirmação é do governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL) sobre os conflitos entre indígenas da etnia Kaingang em Chapecó, no Oeste do Estado.

Jorginho Mello falou dos conflitos entre indígenasGovernador Jorginho Mello diz que Santa Catarina está atuando para apaziguar os conflitos. – Foto: Danila Bernardes/ND

O governador falou à reportagem da NDTV sobre os conflitos indígenas nesta terça-feira (18), durante sua passagem por Brasília. Jorginho afirmou que o governo está acompanhando o caso e a polícia catarinense está cuidando da situação de forma rigorosa. “Está na aldeia desde que iniciou o conflito para tentar apaziguar esse conflito”, acrescentou.

Assista na íntegra:

O governador Jorginho Mello falou sobre os conflitos entre indígenas em Chapecó. – Vídeo: Danila Bernardes/ND

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Prefeito fará levantamento para amenizar conflitos

Em Chapecó, a prefeitura realizará um levantamento entre os indígenas que estão abrigados no ginásio Ivo Silveira e o que estão na aldeia. O objetivo é verificar se pessoas de outras terras indígenas estão vindo para o município.

Segundo o prefeito João Rodrigues (PSD), quem não for de Chapecó será encaminhado de volta para sua origem. Gradativamente os indígenas devem voltar para a aldeia. A volta deve ocorrer, inicialmente, pelos que não estiveram envolvidos no conflito.

Conflitos entre os indígenas Kaingang iniciaram no domingo (16). – Foto: Leandro Schmidt/PMC/NDConflitos entre os indígenas Kaingang iniciaram no domingo (16). – Foto: Leandro Schmidt/PMC/ND

Nesta terça-feira (18), o prefeito se reuniu com as lideranças, tanto da situação quanto da oposição, para pacificar a comunidade. Cerca de 300 indígenas estão abrigados no ginásio, que é um local provisório.

Na reunião, MPF (Ministério Público Federal) destacou que haverá segurança presente na aldeia para que as famílias possam voltar para suas casas.

O procurador do MPF, Antônio Augusto Teixeira Diniz, ressaltou que os envolvidos no homicídio e outros atentados contra a vida, além dos incêndios, serão responsabilizados criminalmente. Além disso, será realizado um plebiscito para escolha das lideranças da comunidade, até o dia 20 de agosto.

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