De braço, cintura ou colete? Descubra o tipo de boia mais segura para as crianças

Junto com os banhos de piscina, mar e lagoa, o verão traz também riscos maiores de afogamento; veja quais os modelos de boias mais indicados para os pequenos se divertirem com segurança

Letícia Coutinho Florianópolis

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O verão pode ser uma época especial, ainda mais para as crianças. O tempo quente é convidativo para brincadeiras na piscina do quintal de casa ou até mesmo nas praias, lagoas e cachoeiras de Santa Catarina. No entanto, cabe aos pais e responsáveis pelos pequenos garantir que a brincadeira seja segura nas águas. E é nesse momento que as boias e coletes infantis entram em cena.

Boias abrem discussão quando o tema é segurança infantil na água – Foto: Freepik/Reprodução/NDBoias abrem discussão quando o tema é segurança infantil na água – Foto: Freepik/Reprodução/ND

Além da supervisão, é importante que o item esteja presente no corpo dos pequenos para evitar afogamentos. Mas, levando a discussão mais além, vale saber qual é o tipo de boia mais indicado para cada faixa etária, bem como o grau de proteção que cada tipo oferece.

As boias infantis mais conhecidas são as de braço. O item, inflável e de plástico, é preso um pouco acima dos cotovelos de cada membro superior. No entanto, o produto oferece alguns riscos, como alerta o tenente Wagner Januário Cardeal, do Corpo de Bombeiros de SC.

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“Essas boias podem sair do braço da criança dependendo do tamanho ou se estão adequadamente cheias, além de limitar os movimentos”, destaca.

As boias circulares, aquelas que ficam no entorno na cintura e são muito utilizadas no verão, também não estão entre as mais indicadas, como reitera a médica pediatra Marcela Prates Braz.

“As boias podem virar. Se a criança estiver sentada em cima e a boia, de repente, virar, ela não consegue sair de baixo e acaba se afogando”.

Boias são itens essenciais para a segurança das crianças na água – Foto: Marco Santiago/NDBoias são itens essenciais para a segurança das crianças na água – Foto: Marco Santiago/ND

Campeão de indicações

Já na liderança de indicação, os coletes são unanimidade entre os itens de maior segurança e prevenção a afogamentos. Há também os flutuadores, espécie de colete fabricado com o mesmo material da boia, mas que abrange tronco e braços da criança. Marcela ainda lembra que estes são itens aprovados e homologados pela Marinha Brasileira.

O tenente Cardeal corrobora com o pensamento e reforça que os coletes se adaptam melhor ao corpo dos pequenos, desde que observado o peso da criança. “Eles proporcionam melhor ajuste ao corpo, evitando o escape e outros tipos de acidentes”. O colete é indicado tanto para uso em piscinas quanto em praias.

Evitando afogamentos

No entanto, tanto médicos quanto bombeiros concordam que só o uso do colete não é suficiente para evitar afogamentos entre os menores.

“Muitas vezes os responsáveis pelas crianças se sentem confortáveis pelo fato das mesmas estarem utilizando boias e deixam de dar atenção adequada. O monitoramento deve ser mantido a fim de evitar o afogamento. Se os banhistas estão em ambiente de praia, deve-se ainda ter atenção às sinalizações presentes, visando evitar possíveis correntes de retorno ou outros riscos, além de se banhar apenas próximos aos postos de guarda vidas”, alerta o bombeiro.

A pediatra ainda comenta que, em especial nas festas de fim de ano, os adultos acabam se distraindo com músicas e com o consumo de álcool, confiando apenas na eficiência dos flutuadores na água. Ela destaca que vale manter um adulto de prontidão, com atenção voltada para as crianças, a fim de evitar uma tragédia.

“Mesmo as crianças que já sabem nadar precisam de um adulto por perto. A criança pode cansar ou não se sentir segura. A consequência disso pode ser entrar em uma situação de perigo. Sempre tem que ter um adulto perto”.

Outra dica é não confiar apenas nas capas que protegem as piscinas quando todos já estão fora da água. A médica indica que haja uma cerca protegendo o entorno da piscina, dificultando a chegada das crianças na beira do local, pois podem cair sobre as capas e afundar junto com a lona.

Afinal, boia é brinquedo?

Para muitos, o item se trata de um brinquedo ou, até mesmo, de um acessório. As cores e desenhos estampados chamam atenção das crianças na hora de optar pela melhor boia, mas cabe aos mais velhos explicar que não é bem assim.

Conforme o item 15 da portaria do Inmetro, as boias, infláveis ou não, com ou sem função salva-vidas, como as de braço, de cintura, em formato de poltronas e os coletes infláveis não são considerados brinquedos, mas itens de prevenção contra acidentes.

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