O esquema criminoso milionário que foi desvendado pela Polícia Civil em Blumenau, no Vale do Itajaí, contou com o pontapé inicial de uma ligação telefônica.
Roubo milionário em Blumenau teve ajuda de gerente de banco e até de ex-jogador de futebol – Foto: Reprodução/NDUm mulher viu a ação dos criminosos na hora do sequestro das duas funcionárias do banco no pátio da Loja Havan, em Indaial. Após presenciar a cena, imediatamente, a mulher começa a pedir socorro.
Um grupo de pessoas se aproximou e então notou que as mulheres estavam embarcando de um carro para o outro. Após perceber que se tratava de um sequestro, o filho da mulher aciona a Polícia Militar.
SeguirNa época, o programa Tribuna do Povo, da NDTV, entrevistou uma empresária da região, que estava no local. Confira a entrevista:
Saiba qual foi o pontapé inicial da investigação – Vídeo: Reprodução/ND
O sequestro
Diante de ameaças, eles obrigaram as mulheres a entrar no carro de uma delas, fazendo com que ficassem reféns. Destaca-se que uma das vítimas estava grávida. A Polícia Militar conseguiu localizar o veículo roubado na BR-470. Após perseguição, a PM conseguiu libertá-las, após um confronto com com os criminosos.
Imagens mostram o sequestro das duas funcionárias – Vídeo: Reprodução/ND
A Polícia Civil ainda descobriu que, no dia do crime, os assaltantes seguiram as vítimas desde a Avenida Beira Rio, local da agência bancária, até a cidade de Indaial.
Investigações
As investigações da Polícia Civil apontaram que o objetivo dos envolvidos era roubar os notebooks do banco que estavam com as vítimas para “hackear” contas bancárias. Segundo a Polícia Civil, mais de 2,6 milhões de reais foram roubados de diversas contas bancárias pelos criminosos. Um novo inquérito policial foi aberto para investigar o destino desse dinheiro.
Em coletiva de imprensa, o delegado da Polícia Civil, Rodrigo Raitez, revelou que as investigações iniciaram após algumas imagens serem obtidas pelas equipes de investigação da Polícia Civil.
“Desde o início das diligências, uma equipe foi até o local, e a partir desse momento, conseguimos obter algumas imagens e de fato, comprovar que, embora tenha sido mencionado de que seria um caso de sequestro, era na verdade um roubo. A partir disso, conseguimos identificar, além dos executores, essa estrutura criminosa e o grupo que orquestrava”, disse.
Ajuda do gerente do banco
O roubo, teve um participante fundamental para que ocorresse: o gerente do banco em que as vítimas trabalhavam.
Ele ficou responsável por repassar informações privilegiadas ao grupo, como as senhas e logins de acesso ao sistema do banco e a rotina pessoal das vítimas, inclusive no dia do crime. Tudo isso com a promessa de recompensa no valor de R$ 500 mil.