De Lucas Lucco a Alok: Cariani, alvo da PF, era ‘queridinho’ da nutrição dos famosos

Cariani, alvo da PF, atendia diversos famosos dispostos à pagar caro por nutrição esportiva

Foto de Ana Schoeller

Ana Schoeller Florianópolis

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Renato Cariani, que ganhou visibilidade na mídia durante o dia 12 de dezembro após ser alvo de uma operação da Polícia Federal, possui experiência atendendo algumas personalidades, entre elas MC Daniel, Lucas Lucco, Alok e Danilo Gentili.

Cariani é conhecido por seu físico e milhares de seguidores nas redes sociais, mas também por atender muitos famosos – Foto: @renato_cariani/Instagram/Reprodução/NDCariani é conhecido por seu físico e milhares de seguidores nas redes sociais, mas também por atender muitos famosos – Foto: @renato_cariani/Instagram/Reprodução/ND

Nas redes sociais, o influenciador fitness se apresentava como professor de Química e Educação Física, além de se descrever como atleta profissional, empresário, youtuber e fisiculturista.

Com mais de 7,3 milhões de seguidores no Instagram, 6,3 milhões de inscritos no YouTube e 1 milhão no TikTok, Renato Cariani era uma sensação nas redes sociais. Seu sucesso derivava de um programa de emagrecimento baseado em dicas de alimentação saudável e treinos, atraindo artistas em busca de aprimorar seu condicionamento físico e perder peso.

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O influenciador mantinha o programa “Nação Renato Cariani”, que oferecia pacotes mensais ou anuais. Esses pacotes proporcionavam acesso a uma plataforma completa, disponibilizando módulos complementares com especialistas abordando as áreas física, mental e profissional.

Os famosos atendidos por Cariani

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    Danilo Gentili e Renato Cariani - Reprodução/Cariani/ND
    Danilo Gentili e Renato Cariani - Reprodução/Cariani/ND
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    MC Daniel e Renato Cariani - Reprodução/Cariani/ND
    MC Daniel e Renato Cariani - Reprodução/Cariani/ND
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    Lucas Lucco e Renato Cariani - Reprodução/Cariani/ND
    Lucas Lucco e Renato Cariani - Reprodução/Cariani/ND
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    Renato Cariani e Alok - Reprodução/Cariani/ND
    Renato Cariani e Alok - Reprodução/Cariani/ND
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    - Reprodução/Cariani/ND
    - Reprodução/Cariani/ND

A operação

A Operação Hinsberg revelou um esquema que envolveu a emissão fraudulenta de notas fiscais por empresas licenciadas para vender produtos químicos em São Paulo.

Utilizando “laranjas” como funcionários fictícios de grandes multinacionais, a organização criminosa desviou aproximadamente 12 toneladas de produtos químicos, equivalentes a mais de 19 toneladas de cocaína e crack prontas para consumo.

Mais de 70 policiais federais estão cumprindo 18 mandados de busca e apreensão em endereços situados em São Paulo, Paraná e Minas Gerais.

As investigações também apontaram para o emprego de diversas metodologias para ocultar e dissimular a origem ilícita dos valores recebidos, incluindo interpostas pessoas e a constituição de empresas fictícias.

Os envolvidos na operação responderão pelos crimes de tráfico equiparado, associação para fins de tráfico e lavagem de dinheiro. As penas podem ultrapassar 35 anos de reclusão.

O nome da operação faz referência a Oscar Hinsberg, químico que percebeu a possibilidade de converter compostos químicos em fenacetina, principal insumo químico desviado pela organização criminosa.

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