Defesa Civil interdita edificações atingidas pela maré alta em Florianópolis

A previsão era que estas ocorrências durassem até quinta-feira, mas a situação se intensificou e deve piorar, atingindo o ápice, na próxima terça-feira

Letícia Coutinho Florianópolis

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Por conta das ocorrências frequentes de maré alta na região do Morro das Pedras, a Defesa Civil de Florianópolis interditou edificações e notificou proprietários para que removam os escombros das construções que caíram na região da praia.

Segundo o gerente de operação e assistência do órgão, Alexandre Vieira, e que esteve atuando nas ocorrências desta sexta-feira (14), oito proprietários foram notificados , além da interdição de sete locais –  sendo duas edículas, uma residência de veraneio e quatro deques -, e de uma área de lazer com piscina, que precisou ser esvaziada.

Destruição ocorreu pela maré alta que vem atingindo a região costeira – Foto: Defesa Civil de Florianópolis/Divulgação/NDDestruição ocorreu pela maré alta que vem atingindo a região costeira – Foto: Defesa Civil de Florianópolis/Divulgação/ND

A região também registrou queda de oito muros, sendo, um deles, parte da casa de veraneio. A proprietária, residente de outro bairro, já foi informada da situação. Não há registros de pessoas desalojadas pela ocorrência de maré alta na região Sul da ilha.

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Como se formou o fenômeno

Florianópolis já havia registrado situações de maré alta nas últimas semanas. A Defesa Civil explica que as ocorrências começaram em abril, e seguem neste mês de maio também, por conta do ciclone extratropical que passou pelo Estado.

A região do Campeche não havia registrado situações até o início do mês de maio, mas nesta sexta também passou a estar suscetível a ocorrências.

No Morro das Pedras, que está sob monitoramento 24h, o mar, que já é considerado grosso, está apresentando ondas fortes, atingindo a praia, e as estruturas do local não estão sustentando a força da maré.

A previsão era que estas ocorrências durassem até quinta-feira (13), mas a situação se intensificou nesta tarde, e deve piorar, atingindo o ápice, na próxima terça (18), avalia Vieira.

A Defesa Civil alerta a população, principalmente surfistas e pescadores, a não ficarem na região da praia, que ainda está coberta por materiais como vidro, madeira, ferro, tijolo e outros escombros. Não há previsão para melhora da situação no local.