Foram decretados na tarde da última sexta-feira (21) e cumpridos na tarde desta segunda (24), os mandados de prisão preventiva de dois indiciados no inquérito que apurou a morte de Juliana Maria Cidral e da tentativa de homicídio de Rodrigo Fermiano, Alexandre Mattei Schmidt, Claudinei Aparecido Afonso e Amanda Rodrigues Miranda. Os crimes foram cometidos na madrugada do dia 27 de março, em frente ao Meet Country Bar, no bairro América, zona Norte de Joinville.

Mairon Alceu Bayer, 27 anos, e Douglas Guilherme Bento, 25 anos, já estavam detidos no Presídio Regional de Joinville. Roberto Silva, 38 anos, já está preso preventivamente e também é indiciado. Além deles, Robson Sacht, 38 anos, também é citado no inquérito. Robson foi encontrado morto na Estrada da Fazenda, em Pirabeiraba, no dia 24 de agosto.
Inicialmente, uma testemunha havia apontado Douglas Maike Correa –assassinado no bairro Fátima no dia 3 de abril – como participante dos crimes, porém, no decorrer das investigações ele foi declarado inocente. As próprias vítimas afirmaram que Douglas não estava no local da morte e das tentativas de homicídio. Além disso, familiares declararam em depoimento que ele estava trabalhando em Balneário Camboriú no horário em que os disparos foram efetuados em Joinville.
SeguirDe acordo com as investigações coordenadas pelo delegado Fabiano Silveira, Mairon é o mandante e mentor intelectual do crime. Foi ele que, por volta das 2h, discutiu com Rodrigo Fermiano ainda dentro da casa noturna. Testemunhas afirmam que Mairon teria afirmado ser “advogado do PGC” durante a discussão, além de fotografar a vítima. Após a discussão, o mandante do crime teria telefonado para Robson, que à época do crime era considerado “disciplina do PGC”. A partir desta ligação, Robson foi até a casa noturna acompanhado de Douglas e Roberto.
Por volta das 4h20, Rodrigo Fermiano – que discutiu com Mairon dentro da casa noturna – foi visto pelos indiciados e neste momento iniciaram-se os disparos em via pública com o intuito de atingir Rodrigo. A vítima foi alvejada por um disparo nas costas. Com a concentração de pessoas em frente a casa noturna, os disparos atingiram as demais vítimas e mataram Juliana Maria Cidral, que aguardava um táxi na companhia da amiga, Amanda Rodrigues Miranda, que também foi atingida por um disparo na mão.
Os depoimentos apontam ainda que os autores dos disparos foram Robson e Douglas, porém a arma utilizada por Douglas não foi localizada até o momento. O inquérito encerrado fica aos cuidados da promotora Amélia Regina da Silva.
Segundo o delegado Fabiano Silveira, o prazo das prisões temporárias foi essencial para que todas as dúvidas fossem sanadas em relação às participações e autoria. “É um quebra-cabeça que está totalmente fechado, com todas as participações, organização e autoria completamente desvendada”, destaca o delegado.
Apesar de todos os suspeitos negarem qualquer participação no crime, o delegado conta ainda que todos os indiciados possuem ligação com o PGC (Primeiro Grupo Catarinense). O delegado destaca ainda o apoio logístico da Polícia Militar, que efetuou a prisão de Roberto Silva durante abordagem na zona Sul da cidade.