Este domingo (12) marca uma semana do desaparecimento do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista Bruno Araújo. Eles desapareceram quando faziam o trajeto entre a comunidade Ribeirinha São Rafael e a cidade de Atalaia do Norte, no Vale do Javari, na Amazônia. A polícia investiga o caso, mas até agora não chegou a nenhuma conclusão.
Ato na manhã deste domingo (12) cobrou mais agilidades nas investigações. – Foto: Foto: Reprodução/Twitter/@vivireispsol/NDNa manhã deste domingo, a família e amigos de Dom Phillips fizeram um ato na orla da praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, para cobrar das autoridades que intensifiquem as buscas pelos dois desaparecidos e tomem providências contra as violações de direitos na Amazônia. O britânico mora no Brasil há 15 anos.
Durante o ato, ao Estadão, os sogros do jornalista divergiram sobre a possibilidade de o genro ainda estar vivo. A sogra de Phillips, Maria Lúcia Farias Sampaio, 78 anos disse que “ele já não está mais entre nós”. “Para ser sincera, não existe mais esperança”, afirmou.
SeguirJá o sogro do jornalista, Luiz Carlos Rocha Sampaio, 80 anos, acha que ainda é possível ter esperança. “Eu ainda alimento a esperança de encontrá-lo. Peço a Deus que não seja em vão essa nossa luta”, destacou.
O cunhado de Phillips, Marcus Farias Sampaio, 49 anos, também participou do ato e afirmou que, embora haja esperança, a família está preparada para o pior. “A gente sabe que é muito difícil. Enquanto não houver uma resposta definitiva, a gente tem que acreditar. Mas a gente está aguardando o pior, embora tenha muita fé”.
Investigações
A PF (Polícia Federal) deve concluir em até 15 dias a avaliação genética do material orgânico que foi encontrado às margens de um lago na região do Vale do Javari.
Para obter os resultados, os peritos do Instituto Nacional de Criminalística vão comparar as amostras colhidas no local com material cedido pelas famílias dos dois homens. A conclusão dos exames de DNA é considerada fundamental para os próximos passos das investigações.
Imagens de satélite também estão sendo avaliadas para tentar encontrar pistas do paradeiro dos profissionais. No entanto, a quantidade de nuvens, em razão da umidade excessiva da região, tem dificultado a visualização da superfície nas fotos registradas pelos equipamentos.
Conforme informações do Portal R7, a Polícia Civil está seguindo outra frente de investigação, analisando o sangue encontrado na lancha de Amarildo da Costa de Oliveira [um dos principais suspeitos pelo desaparecimento dos dois homens] e tentando avaliar se pode ser de um dos desaparecidos. Em depoimento, ele negou qualquer ligação com o caso, porém, testemunhas relataram aos investigadores que Amarildo foi visto perseguindo Phillips e Pereira em uma lancha no leito do Rio Itaquaí.
Relembre o caso
A investigação avalia se o material encontrado pode ser da dupla que desapareceu no dia 5 deste mês Fontes ouvidas pelo R7 ligadas à investigação informam que existe a possibilidade de que os resultados saiam ainda no começo da semana.
O jornalista britânico Dom Phillips e o indigenista Bruno Araújo desapareceram no último domingo (5), no Amazonas. Eles estavam indo de lancha para a cidade de Atalaia do Norte. Os dois estavam trabalhando juntos produzindo reportagens e um livro sobre invasões nas áreas indígenas.
Até o momento, o pescador Amarildo da Costa Oliveira é o único preso por suspeita de envolvimento no caso. Ele foi detido com munição restrita para fuzil 762. Além disso, na lancha do suspeito foram encontradas muitas amostras de sangue.
Com informações do Portal R7 e do Estadão.