Despachante preso em operação contra fraude não era credenciado no Detran, afirma órgão

Despachante é investigado na Operação Profusão, que apura esquema de inserção de dados falsos no sistema do Detran

Foto de Lincoln Pradal

Lincoln Pradal Joinville

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O despachante que foi preso em Joinville, no Norte de Santa Catarina, durante a Operação Profusão, não era credenciado junto ao Detran/SC, de acordo com o órgão. Roger Diniz foi detido na última quinta-feira (30), e é alvo de uma investigação que apura esquema de inserção de dados falsos no sistema da autarquia estadual de trânsito.

Despachante foi preso na Operação Profusão Escritório do despachante foi fechado na última sexta-feira – Foto: Polícia Civil de Joinville

Segundo o presidente do Detran/SC, Kennedy Nunes, Roger Diniz não é credenciado junto ao órgão. “Ele já está suspenso e depois das investigações pode ser banido”, explicou Nunes à reportagem do Portal ND+.

De acordo com o Detran, Roger Diniz atuou como preposto e contínuo de outros dois despachantes. Desde 2021, pelo menos, ele não possuía mais o cadastro, mas se apresentava como despachante credenciado.

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Associação de despachantes se manifesta sobre o caso

O investigado na Operação Profusão também não tinha vinculação junto à ADEJOI (Associação de Despachantes de Joinville). De acordo com o presidente da associação, Walter Flores, Roger Diniz jamais foi associado.

“Cabe à polícia e à justiça a investigação, e se houve crime, que seja punido conforme a lei, inclusive por exercício ilegal da função”, afirmou o presidente da ADEJOI.

A reportagem do Portal ND+ tentou contato com a defesa de Roger Diniz, mas, até o fechamento desta matéria, não obteve retorno. O espaço permanece aberto para manifestação.

Entenda esquema que prendeu despachante

Segundo a Polícia Civil, os investigados teriam montado um esquema para inserir dados falsos no sistema do Detran e liberar CNHs (Carteiras Nacionais de Habilitação) que tinham sido suspensas por excesso de pontos.

Para isso, um servidor terceirizado do Ciretran-Joinville roubou a senha de acesso ao sistema do Detran de um colega, para inserir informações falsas e efetuar o desbloqueio . “Ele acreditava que se o esquema fosse descoberto, a culpa recairia sobre o colega”, explica o delegado Rafaello Ross.

O esquema teria como um dos operadores um vereador de Joinville, Mauricinho Soares (MDB). Segundo a Polícia Civil, o parlamentar usava do status do cargo para dar credibilidade às ações ilegais.

A reportagem do Portal ND+ procurou a defesa do vereador de Joinville. Em nota, o advogado Frederico Jorge afirmou que os fatos investigados “não passam de intrigas políticas”. Confira a íntegra da nota:

“O Vereador foi alvo de uma investigação policial decorrente de fatos que já estão sendo esclarecidos e que não passam de intrigas políticas. A defesa quer registrar que o vereador é uma pessoa proba que sempre manteve sua vida na honestidade e dedicada a família e seus eleitores”.

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