Diferentes suspeitas: Caso de mulher estrangulada em São José muda de delegacia pela 2ª vez

Morte era investigada pela delegacia que apura violência contra a mulher, mas retornou para a que investiga homicídios; vítima foi encontrada nua e tem histórico de violência doméstica

Foto de Felipe Bottamedi

Felipe Bottamedi Florianópolis

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O assassinato de Ana Paula Gomes, encontrada nua e com marcas de estrangulamento em São José, na Grande Florianópolis, voltou nesta sexta-feira (2) a ser investigada pela DIC (Divisão Investigação Criminal). É a segunda troca de delegacia.

O caso registrado no último dia 25 foi inicialmente entregue à DIC, mas acabou sendo repassado para a DPCami (Delegacias de Proteção à Criança ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso) após a investigação suspeitar de que Ana Paula foi vítima de violência doméstica. 

Mulher estrangulada foi encontrada em São JoséVítima foi encontrada morte no bairro Serraria, em São José – Foto: Arquivo/Google Maps/Divulgação/ND

O corpo foi encontrado sem vida durante a manhã daquela sexta-feira por moradores do Loteamento Jardim Zanellato. De acordo com a Polícia Militar, Ana Paula não tinha ferimentos aparentes de arma de fogo ou faca. Marcas roxas no pescoço indicavam estrangulamento – violência confirmada posteriormente por perícia.

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As primeiras diligências e depoimentos colhidos mostraram que Ana Paula sofria violência doméstica e já tinha sofrido ameaças de seu companheiro, com quem morava, explica o Delegado de Polícia William Salles.

Diante da suspeita de femincídio, a DPCami realizou diligência prévias que afastaram suspeita. “Após investigação preliminar, as informações levantadas apontaram que não se trata, a princípio, de crime de feminicídio”, afirmou a delegada delegada Marcela Sanae Goto.

Sanae Goto não informou qual é a linha de investigação utilizada pela Polícia Civil no momento. Até o fechamento da reportagem, a DIC ainda não tinha sido notificado do retorno dos autos.

Umas das suspeitas levantadas é que a motivação está relacionada com o uso de droga, uma vez que a vítima tinha histórico. Durante o mês de maio ela foi encaminhada para o tratamento em uma comunidade terapêutica, segundo assistentes sociais de São José.

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