Dinheiro na lixeira: vereador de São Bento do Sul é indiciado por suspeita de rachadinha

O vereador teria indicado pessoas para assumirem cargos comissionados e, depois disso, exigido parte do salário delas como condição para permanência nos cargos

Redação ND Joinville

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O vereador de São Bento do Sul Ângelo Ronei Peschiski foi indiciado pela Polícia Civil pelo crime de concussão – quando uma pessoa utiliza o cargo público para exigir vantagem de outro indivíduo. A suspeita é que ele tenha praticado a chamada rachadinha.

Polícia Civil indiciou vereador suspeito de rachadinha na Câmara de São Bento do Sul – Foto: PC/DivulgaçãoPolícia Civil indiciou vereador suspeito de rachadinha na Câmara de São Bento do Sul – Foto: PC/Divulgação

Segundo o delegado Lucas Mendonça, da Polícia Civil de São Bento do Sul, as investigações começaram ainda em 2021, depois que a polícia recebeu uma denúncia sobre a prática.

A investigação demonstrou que nos primeiros meses do mandato, que começou em 2021, o vereador teria indicado pessoas para assumirem cargos comissionados na Câmara e, depois disso, exigido parte do salário delas como condição para permanência nos cargos.

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Com receio, os funcionários passaram a “contribuir” com o vereador, com valores que variavam entre 10% e 50% dos salários. De acordo com o delegado, ao menos três funcionários comissionados com salários de até R$ 7,4 mil foram coagidos a repassar parte da remuneração ao vereador.

Em um dos casos, a vítima relatou que a vantagem indevida exigida pelo parlamentar era em torno de 50% da remuneração, valor em dinheiro que era colocado em um envelope e deixado em uma lixeira nas dependências da Câmara, quando então era recolhido pelo parlamentar.

Durante as investigações, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na residência de funcionários públicos e do vereador, assim como nas dependências da Câmara. Além disso, foram analisadas contas bancárias dos envolvidos.

O crime de concussão pode gerar pena de reclusão de 2 a 12 anos. Com o indiciamento do vereador, o inquérito será concluído e encaminhado ao Ministério Público, que também investiga ao caso, e à Justiça. A Câmara também abriu comissão para apurar a situação.

A reportagem do portal ND+ procurou o vereador Ângelo Ronei Peschiski na Câmara de Vereadores. Contudo, ele não estava disponível e não retornou o contato até o fechamento desta matéria, às 13h40 desta sexta-feira (22). O espaço segue aberto.

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