Dois suspeitos de envolvimento na morte de Amanda Albach foram soltos. No entanto, o executor do crime segue preso desde a última quinta-feira (2) em Santa Catarina.
Amanda Albach desapareceu após balada em Jurerê Internacional – Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução/NDAinda conforme a Polícia Civil, os dois suspeitos foram liberados porque, durante a investigação, não ficou comprovado o envolvimento no crime.
Conforme o delegado responsável, Nicola Patel Filho, as demais participações estão sendo apuradas a partir de dados coletados nos últimos dias.
Seguir“Frisa-se que tanto o Ministério Público quanto o Poder Judiciário sempre atenderam às solicitações da Polícia Civil com a celeridade que a gravidade do caso exige”, frisa o delegado Nicola Patel Filho.
Relembre o caso
Amanda Albach trabalhava como promotora de vendas em Santa Catarina e desapareceu no dia 15 de novembro, após passar o fim de semana do feriadão da Proclamação da República em Imbituba, município no Sul do Estado.
Durante a investigação, três suspeitos de envolvimento no desaparecimento da jovem de 21 anos foram presos na última quinta-feira (2), no Rio Grande do Sul.
Eles foram levados para a delegacia de Laguna, no Sul de Santa Catarina, para interrogatório. Todos foram presos por força de mandado de prisão temporária.
No dia seguinte, o corpo de Amanda Albach Silva foi localizado na praia do Sol, em Laguna. Segundo policiais da DIC (Divisão de Investigação Criminal), as três pessoas presas apontaram o paradeiro do corpo da jovem.
Segundo um dos advogados da família, Fabio de Assis, os dois homens e a mulher estiveram com a jovem em Santa Catarina durante o feriado. Eles estiveram juntos na mesma balada em que Amanda foi vista pela última vez, em Jurerê Internacional.
Os detidos já eram conhecidos de Amanda. Ela e a mulher seriam, inclusive, amigas de longa data, contou o advogado. Na manhã desta sexta, os advogados se deslocaram para Laguna para acompanhar as diligências policiais.
Amanda foi obrigada a cavar a própria cova
A jovem foi obrigada a cavar a própria cova antes de ser morta com dois tiros por uma das três pessoas que foram presas. A revelação foi realizada pela Polícia Civil durante coletiva na última sexta-feira (3).
“Ele [suspeito] coagiu Amanda a caminhar com uma pá e depois a obrigou a cavar uma cova na praia de Itapirubá, entre Imbituba e Laguna. O homem então efetuou dois disparos de arma de fogo, depois tapou o buraco e saiu. As outras duas pessoas que estão presas não presenciaram a cena”, relataram os investigadores.
Segundo a polícia, o próprio suspeito foi quem levou os policiais até o local onde Amanda havia sido enterrada e contou como os fatos aconteceram.
“Inclusive no áudio que Amanda encaminhou para a família, ela já estava no local do crime, segundo o próprio investigado relatou. Havia barulho de vento e a voz dela estava estranha”, conta a polícia.