Dono de agropecuária é preso por vender chumbinho e agrotóxicos proibidos em SC

Suspeito também responderá por manter aves em situação de maus-tratos no estabelecimento em Joinville

Foto de Mariana Costa

Mariana Costa Joinville

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O dono de uma agropecuária do bairro Paranaguamirim, em Joinville, foi preso por vender chumbinho, agrotóxicos proibidos e manter aves silvestres em situação de maus-tratos e em condição irregular. A prisão em flagrante ocorreu na manhã desta quinta-feira (3).

Chumbinho apreendido em agropecuária de Joinville (SC)Dono de agropecuária é preso por vender chumbinho e agrotóxicos proibidos em Joinville – Foto: Reprodução/PCSC/ND

O caso chegou ao DIC (Departamento de Investigações Criminais) de Joinville por meio de denúncias. Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, foi encontrada uma grande quantidade do composto altamente tóxico, conhecido popularmente como chumbinho, além de produto vencido e armazenamento irregular de agrotóxicos.

“Encontramos agrotóxicos que não podem ser comercializados para pessoas comuns. E esse agrotóxico estava armazenado na cozinha da casa dele [do dono do estabelecimento]. E como já estava faltando um pouco desse produto, acreditamos que ele estava vendendo de forma fracionada. O que também expõe a risco todo mundo que adquire”, afirma a delegada Tânia Harada.

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Além dos produtos, foram encontradas aves silvestres em situação de maus-tratos, assim como um menor de idade trabalhando no comércio.

O proprietário do local foi preso em flagrante pela prática de inúmeros crimes, como maus-tratos aos animais e corrupção de menores, os quais somados alcançam a pena máxima de 29 anos de prisão.

Riscos do chumbinho

De acordo com o DIC, inúmeros animais já foram mortos por meio do chumbinho, que causa intenso sofrimento físico. “Esse veneno é um composto extremamente tóxico, nós não temos como cessar o funcionamento dele. É muito difícil reverter os efeitos”, relata a delegada.

Confira mais imagens da operação

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    Ação apreendeu diversos produtos - Reprodução/PCSC/ND
    Ação apreendeu diversos produtos - Reprodução/PCSC/ND
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    Agrotóxico de uso restrito era armazenado na cozinha da casa do proprietário, que ficava anexa à agropecuária - Reprodução/PCSC/ND
    Agrotóxico de uso restrito era armazenado na cozinha da casa do proprietário, que ficava anexa à agropecuária - Reprodução/PCSC/ND
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    Aves silvestres também foram resgatadas de situação de maus-tratos - Reprodução/PCSC/ND
    Aves silvestres também foram resgatadas de situação de maus-tratos - Reprodução/PCSC/ND
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    Ação apreendeu diversos produtos - Reprodução/PCSC/ND
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    Agropecuária ficava no bairro Paranaguamirim, na zona Sul da cidade - Reprodução/PCSC/ND
    Agropecuária ficava no bairro Paranaguamirim, na zona Sul da cidade - Reprodução/PCSC/ND
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    Ação apreendeu diversos produtos - Reprodução/PCSC/ND
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    Ação apreendeu diversos produtos - Reprodução/PCSC/ND
    Ação apreendeu diversos produtos - Reprodução/PCSC/ND
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    Aves silvestres também foram resgatadas de situação de maus-tratos - Reprodução/PCSC/ND
    Aves silvestres também foram resgatadas de situação de maus-tratos - Reprodução/PCSC/ND
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    Ação apreendeu diversos produtos - Reprodução/PCSC/ND
    Ação apreendeu diversos produtos - Reprodução/PCSC/ND
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    Polícia Científica, Cidasc e Vigilância Sanitária participaram da operação da Polícia Civil - Reprodução/PCSC/ND
    Polícia Científica, Cidasc e Vigilância Sanitária participaram da operação da Polícia Civil - Reprodução/PCSC/ND
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    Polícia Científica, Cidasc e Vigilância Sanitária participaram da operação da Polícia Civil - Reprodução/PCSC/ND
    Polícia Científica, Cidasc e Vigilância Sanitária participaram da operação da Polícia Civil - Reprodução/PCSC/ND
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    Polícia Científica, Cidasc e Vigilância Sanitária participaram da operação da Polícia Civil - Reprodução/PCSC/ND
    Polícia Científica, Cidasc e Vigilância Sanitária participaram da operação da Polícia Civil - Reprodução/PCSC/ND

A investigação – realizada por meio da Delegacia de Proteção Animal, com o apoio da Polícia Científica, Cidasc e Vigilância Sanitária de Joinville – continuará para a identificação de outros envolvidos, como os fornecedores dos produtos proibidos.

“Faço um apelo à comunidade que, tomando conhecimento de alguma situação dessa, de alguém que está comercializando esse tipo de produto, denuncie. Porque o seu ‘animalzinho’ de estimação pode ser a próxima vítima”, diz a delegada.

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