‘É o ápice’: 1ª primeira mulher comandante de batalhão em Florianópolis relembra trajetória

Major está há 18 anos dentro da Polícia Militar catarinense, que desde 1983 passou a aceitar mulheres na corporação

Foto de Ana Schoeller e Nícolas Horácio

Ana Schoeller e Nícolas Horácio Florianópolis

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Florianópolis pela primeira vez na história tem uma mulher no comando de um BPM (Batalhão de Polícia Militar). A major e agora comandante Clarissa Dias Soares assumiu o comando do 22º BPM da Capital nesta segunda-feira (6), na sede do batalhão, no Monte Cristo.

Segundo a comandante, o posto é o “ápice” de sua carreira militar, que começou há 18 anos. Descreve ainda que o momento é de valorização profissional e orgulho após os anos de dedicação.

Clarissa Dias Soares assumiu o comando do 22º BPM da Capital nesta segunda-feira (6) – Foto: 3º sargento Paulo Henrique Santana/CCS-PMSC/Divulgação/NDClarissa Dias Soares assumiu o comando do 22º BPM da Capital nesta segunda-feira (6) – Foto: 3º sargento Paulo Henrique Santana/CCS-PMSC/Divulgação/ND

“Comandar um batalhão operacional é o ápice da carreira do oficial militar. Poder alcançar essa função por indicação do Comando-Geral, sendo mulher e ainda major, é a confirmação de que trabalhei pelo caminho certo: o da competência e da retidão”, conta.

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Na PMSC desde agosto de 2005, Clarissa foi designada pelo comandante-geral, coronel Aurélio José Pelozato da Rosa. “Recebi com muita felicidade, porque como fiquei muitos anos em funções administrativas de assessoria ao Comando Geral, não seria lembrada para assumir um BPM”, comentou.

“A missão é muito importante, pois a área do 22° BPM, apesar de pequena, por muitos anos foi conhecida por ser crítica, sob domínio do tráfico. Atualmente, o batalhão possui números expressivos, chegando a atender 90% das ocorrências geradas no Copom [Centro de Operações Policiais Militares], destacando-se nesse quesito entre os batalhões da Grande Florianópolis”, ressaltou a major.

40 anos das primeiras mulheres na PM

Foi somente em 1983 que as mulheres puderam ingressar na carreira de policiais militares em Santa Catarina. A comandante lembrou da data e se sentiu honrada por assumir o posto no ano que se comemora os 40 anos da entrada de mulheres.

“Foram elas as primeiras mulheres que enfrentaram o desafio de ser policial militar”, diz.

Para ela, virar comandante ainda esta semana foi uma “coroação” para a data.

O processo para ser tornar policial militar feminina é semelhante ao dos homens. Nele, as candidatas precisam prestar concurso público e serem aprovadas também nos testes técnicos e de aptidão física. Geralmente, a única diferença é em relação à altura mínima exigida. Atualmente, o mínimo de altura para o concurso para mulheres é de 1,55m e para homens 1,60m.

“Não há como diferenciar a produtividade ou capacidade de trabalho por gênero. Essa análise depende da personalidade e formação pessoal de cada indivíduo. Por isso, o que conta é o comprometimento com a profissão”, declarou a major.

Fotos da troca de comando

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    Há apenas 40 anos mulheres puderam entrar na Polícia Militar de Santa Catarina - 3º sargento Paulo Henrique Santana/CCS-PMSC/Divulgação/ND
    Há apenas 40 anos mulheres puderam entrar na Polícia Militar de Santa Catarina - 3º sargento Paulo Henrique Santana/CCS-PMSC/Divulgação/ND
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    Comandante e o marido Marcel Bettinelli, com quem é casada há seis anos - 3º sargento Paulo Henrique Santana/CCS-PMSC/Divulgação/ND
    Comandante e o marido Marcel Bettinelli, com quem é casada há seis anos - 3º sargento Paulo Henrique Santana/CCS-PMSC/Divulgação/ND
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    Os ritos oficiais da Polícia nomearam a comandante - 3º sargento Paulo Henrique Santana/CCS-PMSC/Divulgação/ND
    Os ritos oficiais da Polícia nomearam a comandante - 3º sargento Paulo Henrique Santana/CCS-PMSC/Divulgação/ND
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    Cerimônia foi marcada pela presença de policiais militares - 3º sargento Paulo Henrique Santana/CCS-PMSC/Divulgação/ND
    Cerimônia foi marcada pela presença de policiais militares - 3º sargento Paulo Henrique Santana/CCS-PMSC/Divulgação/ND

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