Edital, comprovação, pagamento: como será a indenização às vítimas de desabamento em Joinville

Queda de calçada durante abertura da programação de Natal, em novembro de 2021, deixou 33 pessoas feridas

Juliane Guerreiro Joinville

Receba as principais notícias no WhatsApp

As vítimas do desabamento da calçada durante a abertura da programação de Natal de Joinville, no Norte de Santa Catarina, em novembro de 2021, serão convocadas para o processo de indenização a partir de um edital de chamamento a ser lançado pelo município.

Calçada desabou durante a abertura da programação de Natal – Foto: InternetCalçada desabou durante a abertura da programação de Natal – Foto: Internet

Decreto publicado pela prefeitura na quarta-feira (16) indica que todo o processo de indenização será desenvolvido por meio de uma Comissão de Acompanhamento e Indenização criada no âmbito da Secretaria de Administração e Planejamento.

Embora ainda não haja previsão de data para o lançamento do edital, o processo pelo qual as vítimas deverão requerer a indenização já foi detalhado: após o envio da documentação seguindo as regras do edital, cada caso será analisado pela comissão, com posterior publicação dos resultados, homologação judicial dos acordos e pagamento.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

O que as vítimas do desabamento terão de fazer

O edital solicitará às vítimas que apresentem documentos de identificação e de endereço e registros que comprovem os danos e os prejuízos sofridos por causa do acidente ocorrido em 22 de novembro de 2021.

Para comprovar os danos à saúde causados pelo desabamento, poderão ser apresentadas cópias de laudos ou prontuários médicos que atestem os prejuízos à saúde ligados ao acidente.

33 pessoas ficaram feridas no acidente – Foto: Carlos Jr/ND33 pessoas ficaram feridas no acidente – Foto: Carlos Jr/ND

Já em relação aos prejuízos financeiros, as vítimas poderão indicar notas e cupons fiscais de aquisição de medicamentos e outros insumos, assim como cópia de boletim de ocorrência atestando perda de bens ou comprovantes de reparo de bens, com apresentação de dois orçamentos.

Como será a análise pela comissão

Com base nos documentos enviados pelas vítimas, a comissão vai definir a pessoa atingida pelo desabamento como aquela que sofreu a queda e que foi atendida em unidades de saúde públicas ou privadas entre 22 e 23 de novembro de 2021.

O nexo causal, ou seja, os efeitos que o desabamento gerou às vítimas, sejam à saúde, sejam financeiros, também serão avaliados. Vão receber o pagamento de danos morais as vítimas que comprovarem atendimento médico em até um dia após o acidente, ainda que com danos leves.

Já os danos materiais serão pagos a quem comprovar a perda ou danificação de bens de valor econômico estimável mediante nota fiscal que comprove a propriedade do material e boletim de ocorrência feito entre 22 e 30 de novembro.

Edital de chamamento será lançado para indenizar as vítimas – Foto: Carlos Jr./NDEdital de chamamento será lançado para indenizar as vítimas – Foto: Carlos Jr./ND

Há, ainda, a previsão de pagamento de danos materiais relacionados às despesas médicas, o que deve ocorrer a partir da comprovação do gasto com apresentação de documentos fiscais com a indicação de titularidade do produto em nome da vítima.

Como será o pagamento às vítimas

De acordo com o decreto, há possibilidade de que os danos morais e materiais sejam pagos parcial ou integralmente às vítimas. O prazo mínimo para análise e solução dos pedidos de indenização pela comissão é de 60 dias úteis após o recebimento dos documentos.

Já o prazo para a homologação dos acordos de indenização será de 30 dias após a publicação do termo de decisão final. O pagamento, por sua vez, será realizado em até dez dias úteis após a homologação por meio de depósito na conta indicada pela vítima.

Relembre o acidente

O desabamento da calçada em frente à prefeitura ocorreu em 22 de novembro de 2021, durante a abertura da programação de Natal da cidade. Segundo a prefeitura, 33 pessoas, entre adultos e crianças, ficaram feridas por causa da queda.

Retirada de viga antiga pode ter contribuído para o acidente – Foto: Carlos Jr./NDRetirada de viga antiga pode ter contribuído para o acidente – Foto: Carlos Jr./ND

Um inquérito realizado pela Polícia Civil não apontou culpados pelo acidente e ninguém foi indiciado. De acordo com o delegado Fábio Baja, responsável pela investigado, o desabamento foi causado pelo desgaste natural de uma viga de concreto.

Neste mês, o secretário de Infraestrutura, Jorge Luiz Correia de Sá, apontou que a retirada de uma viga construída em 1971 durante as obras de macrodrenagem do Rio Mathias resultou em uma alteração estrutural que comprometeu a estabilidade da calçada, contribuindo para a queda.