‘Eles eram inseparáveis’: adolescentes envolvidos em tragédia em Camboriú moravam na mesma rua

Menino de 12 anos morreu após amigo disparar arma do pai policial sem querer

Foto de Redação ND

Redação ND Itajaí

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Esta quarta-feira (24) foi marcada por uma tragédia na cidade de Camboriú, Litoral Norte catarinense. Um menino, de 13 anos, disparou a arma do pai policial de forma acidental contra um amigo, que morreu. Os dois amigos moravam na mesma rua, e viviam juntos, segundo vizinhos.

Adolescente disparou contra amigo de forma acidentalOs dois brincavam na casa do menino quando o acidente ocorreu – Foto: Nilton Bleichvel/Reprodução/ND

A fatalidade aconteceu por volta das 18h de quarta-feira. Os dois meninos, um de 13 e outro de 12 anos, brincavam na casa do mais velho, no bairro Rio Pequeno, na cidade de Camboriú, quando o jovem encontrou a arma do pai, um policial militar.

Ao mostrar a arma para o amigo, o adolescente fez um disparo acidental, e atingiu o peito do amigo. O tiro foi fatal.

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Para uma vizinha, que mora nas proximidades do ocorrido, os momentos foram de tensão, dor e muita tristeza pela fatalidade.

“Ontem à noite eu cheguei do trabalho e só deixei o carro e nem entrei pra dentro de casa, escutei o tiro. Vim olhar no portão, o menino estava caído no chão, e o amiguinho desesperado”, relembra.

Os dois garotos eram amigos, e moravam na mesma rua. Segundo relato dos vizinhos, eles eram inseparáveis.

Adolescente encontrou arma ao buscar celular

“O garoto, filho do nosso policial, ele estava buscando o celular dele, que teria sido retirado pela família. E, consequentemente, na busca por esse celular, o menino foi encontrar o local onde se estabelecia a arma”, explica o coronel da Polícia Militar Jofrey Silva.

Na quarta-feira, a Polícia Civil ouviu todos os envolvidos no fato. Segundo informações da polícia, o adolescente que efetuou o disparo foi autuado pelo crime de homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

Apesar da gravidade da situação, não foi necessária a internação do adolescente. Já o pai do garoto, um policial militar responsável pela arma, foi autuado pelo crime de omissão de cautela.

“O crime é um ato infracional cometido por um adolescente de 13 anos, e consequentemente o caso, legalmente falando, está sendo aferido pela Polícia Civil. Ontem ainda os envolvidos foram levados até a delegacia onde foi flagrado o auto em flagrante do ato infracional. Nós vamos aguardar o resultado dessa apuração”, detalha o coronel Silva.

*Com informações da repórter da NDTV Thayná Costa

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