Foram 25 dias de um trabalho intenso, mas nesta segunda-feira (30) os policiais da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Criciúma e da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC/PCSC), deram por encerrado o caso do delegado assassinado durante tentativa de roubo.
Os delegados Yuri Miqueluzzi e Vitor Bianco Júnior explicaram como aconteceram as investigações. – Foto: Taize Pizoni de SouzaO crime ocorreu na noite do dia 6 de janeiro último. Para uma polícia que teve cem por cento de casos de homicídios do ano passado solucionados, o primeiro de 2023 não poderia ficar sem solução, também porque a vítima foi um delegado de polícia.
Nesta segunda-feira (30) foi preso o último investigado por participação no crime. O quinto elemento tem 18 anos e é natural de Içara, cidade onde foi localizado. Havia um Mandado de Prisão Preventiva contra ele.
SeguirO anúncio do caso dado por concluído foi feito pelo delegado Yuri Miqueluzzi, que comanda as investigações como responsável pela Divisão de Repressão a Roubos (DRR/DIC). O desfecho do caso foi apresentado em entrevista coletiva com a participação do Delegado Regional de Criciúma, Vitor Bianco Júnior.
As autoridades contaram que além da prisão desta segunda-feira (30), dois outros homens haviam sido presos em flagrante no dia seguinte ao fato. Um adolescente apresentou-se na delegacia 11 dias depois e foi internado provisoriamente. Nesta ordem o quarto elemento foi morto em confronto com a polícia na sexta-feira (27) em Cocal do Sul. O cerco se fechou com a nova prisão.
Ficou comprovado que a intenção dos bandidos era roubar uma caminhonete, nao exatamente a do delegado. Mas como ela estava estacionada na frente do estabelecimento que fica as margens de um dos acessos à Criciúma, houve a abordagem. O delegado reagiu, mas acabou baleado na troca de tiros. Faleceu no dia seguinte.
Revelação importante feita agora que a investigação foi concluída é que menos de 48 horas após o assalto a investigação já tinha elucidado a autoria, com a identificação dos cinco envolvidos. A partir de então, o trabalho da Polícia Civil foi para localizar os três indivíduos que não tinham sido presos em flagrante.
O adolescente de 17 anos entregou na Delegacia duas armas de fogo, sendo uma a pistola calibre 380, de propriedade do delegado Vargas, e outra usada no crime, calibre 7,65mm.
Os adultos apontados como autores do crime foram indiciados pelos crimes de latrocínio, associação criminosa e corrupção de menores. O adolescente apontado pelo ato infracional equiparado aos crimes de latrocínio e associação criminosa. Outras cinco pessoas foram também indiciadas pelo crime de favorecimento pessoal, por terem auxiliado na fuga e esconderijo dos investigados.