Familiares de estudantes que frequentam a Escola Básica Guilherme Wiethorn Filho, em Palhoça, na Grande Florianópolis, realizaram manifestações reivindicando mais segurança na unidade de ensino.
Ato em frente à Escola Básica Guilherme Wiethorn Filho, – Foto: Divulgação/NDOs atos foram realizados em frente à escola localizada no bairro Bela Vista, no último sábado (24) e na segunda-feira (26). No dia 22 de setembro, um homem supostamente armado ameaçou um vigilante patrimonial mobilizando forças de segurança do município.
Uma filha e uma neta da assistente administrativa Jaqueline de Souza, de 42 anos, frequentam a escola. Ela conta que os pais e responsáveis estão preocupados com a segurança dos estudantes.
SeguirDe acordo com Jaqueline, algumas medidas estão sendo discutidas com a direção da unidade de ensino, como a instalação de câmeras de segurança no ambiente escolar, a exigência do uso de uniforme e a criação de uma carteirinha de identificação.
“Durante a manifestação também percebemos que não há um ambiente seguro onde os alunos possam esperar pela abertura dos portões. Eles têm que aguardar em um estacionamento. Dividem espaço com os carros e é perigoso”, revela a assistente administrativa. A escola atende estudantes do 1º ao 9º ano.
Medidas de segurança
A direção da Escola Básica Guilherme Wiethorn Filho e a prefeitura municipal de Palhoça emitiram um posicionamento por meio de nota. O texto diz que algumas medidas emergenciais foram adotadas após a ocorrência envolvendo a unidade de ensino. São elas:
- Os portões da Escola estarão fechados durante o horário de aula e serão abertos somente nos horários de entrada e saída dos alunos;
- Os atendimentos internos deverão ser previamente agendados;
- Os pais deverão deixar seus filhos no portão, sem acessar o interior do prédio escolar, exceto os pais/responsáveis dos alunos da educação especial;
- Os horários de entrada deverão ser respeitados: período matutino 8h e vespertino 13h;
- Os alunos deverão vir uniformizados;
- A Secretaria Municipal de Educação disponibilizou um vigilante no período diurno como medida emergencial.
Polícia investiga ameaça
O caso está sendo investigado pela DPCAMI (Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso) de Palhoça. Um procedimento foi instaurado e está em andamento. A Polícia Civil não repassou mais detalhes para não prejudicar a investigação.
O tenente-coronel Cristiano Medeiros, comandante do 16º BPM (Batalhão de Polícia Militar) de Palhoça informou à reportagem que o suspeito de ser o mandante da ameaça já foi identificado e correm tratativas para providenciar o mandado de prisão.
Existe a possibilidade do caso envolver violência de gênero. A informação repassada aos pais foi que um dia antes da ameaça à escola, uma aluna procurou a direção e disse que estava sendo seguida por um homem com quem teve um relacionamento amoroso.
A direção teria sugerido a jovem conversar com os pais e procurar a polícia. A orientação teria chegado aos ouvidos do homem, que decidiu então ir até a escola e fazer a ameaça.