Empresa de Joinville é alvo de operação por contrabando de brinquedos importados

Indústria sul-coreana, titular de marca de personagens infantis, denunciou o caso à Delegacia de Polícia Federal de Joinville

Foto de Redação ND

Redação ND Joinville

Receba as principais notícias no WhatsApp

Uma empresa de Joinville, no Norte de Santa Catarina, foi alvo de uma operação policial “Fake Toys” na manhã desta quinta-feira (10). A instituição é investigada por contrabando de brinquedos importados e revenda sem autorização das marcas.

Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão – Vídeo: Polícia Federal/Divulgação

A operação deflagrada pela Polícia Federal cumpriu quatro mandados de busca e apreensão nas cidades catarinenses de Joinville e Araquari, além de São Paulo, capital paulista.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

Conforme o delegado Jorvel Eduardo Albring Veronese, as investigações foram iniciadas em 2021, após uma empresa sul-coreana, titular de marca de personagens infantis, denunciar o caso à Delegacia de Polícia Federal de Joinville.

“Indicou que seus personagens estavam sendo utilizados por terceiros para revendas de brinquedos por todo o Brasil”, explica o delegado.

Durante a investigação, foi possível identificar que a empresa, sediada em Joinville, estava importando e distribuindo no mercado nacional diversos brinquedos que imitam várias marcas famosas.

As embalagens e os produtos imitavam os originais, contando inclusive com a estampa de selo do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia), que era falsificado.

Sede da empresa é em Joinville – Vídeo: Polícia Federal/Divulgação

Agora, explica o delegado, a Polícia Federal deve trabalhar para identificar como funcionava a aquisição dos produtos no exterior, a origem dos itens falsificados e quais são as pessoas envolvidas na prática criminosa.

“Participaram das diligências, além de equipes da Polícia Federal, também servidores da Receita Federal, onde foi possível realizar o cumprimento destes mandados logrando êxito nas diligências”, completa o delegado.

Os crimes investigados identificados na operação são de descaminho e contrabando, que possuem penas máximas que podem chegar a nove anos de reclusão.