Empresário de salão de luxo que matou cliente de bar tem prisão preventiva decretada em SC

Segundo a Polícia Civil, policiais buscam pelo investigado desde quinta-feira (9); a defesa de Lincoln Zaghi Júnior informou que deve entrar com recurso para tentar evitar a prisão

Redação ND Florianópolis

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O empresário Lincoln Zaghi Júnior – que matou Utan Guraçai da Rosa Camargo, no último dia 28 em São José, na Grande Florianópolis – teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. Segundo a Polícia Civil, o mandado foi expedido na quinta-feira (9) e, desde então, os policiais realizam buscas para localizar e prender o investigado.

Utan foi morto no fim de semana em um estabelecimento em São José – Foto: Câmera de Videomonitoramento/PM/Divulgação/NDUtan foi morto no fim de semana em um estabelecimento em São José – Foto: Câmera de Videomonitoramento/PM/Divulgação/ND

A Polícia Civil havia feito o pedido de prisão contra o investigado, que foi autorizado pelo Poder Judiciário. “Qualquer informação sobre o paradeiro do suspeito poderá ser repassadas pelo telefone 181 da Polícia Civil, com absoluta garantia de anonimato”, informa a polícia.

A defesa de Lincoln informou que está a par da decisão. O advogado Bruno Gastão da Rosa destacou ainda que não sabe o paradeiro do cliente, mas afirma que ele deve se apresentar na segunda-feira (13). Além disso, que a defesa pretendem entrar com recurso para evitar a prisão.

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Relembre o crime

No último sábado (28), a PM informou que após receber uma multa de trânsito, Lincoln foi até um bar em São José e iniciou uma discussão com o proprietário do estabelecimento, por acreditar que ele havia feito a denúncia que gerou a multa.

Ao presenciar as ameaças feitas por Lincoln ao proprietário do bar, Utan se levantou da mesa com o intuito de interferir na discussão. Lincoln, que estava com uma arma na mão, então atirou contra o peito de Utan, que morreu no local.

Após o crime, o empresário fugiu em um Porsche Boxster. Uma câmera de monitoramento flagrou o crime.  A defesa alega que o empresário agiu em legítima defesa. “Agiu em ato reflexo de defesa e infelizmente a vítima faleceu”, destacou o advogado.

O investigado prestou depoimento por videochamada na quarta-feira, dia 1º de fevereiro. Ao delegado ele contou onde descartou a arma usada no crime, segundo informou o advogado de defesa.

Lincoln foi indiciado pelo crime de homicídio doloso, quando há intenção de matar.

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