Empresário detido em Blumenau já havia sido preso em outra operação policial

Polícia Civil contou detalhes da investigação durante coletiva de imprensa nesta terça-feira (12) sobre o grupo especialista na prática de fraude em caráter competitivo de licitações

Foto de Luciano Cerin

Luciano Cerin Blumenau

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Um dos empresários preso na manhã desta terça-feira (12) na operação Elysium já havia sido preso pela operação Limpeza Geral, em setembro do ano passado.

Empresário preso na operção em Blumenau na manhã desta terça-feira já havia sido preso em outra operação – Foto: Divulgação/Reprodução/NDEmpresário preso na operção em Blumenau na manhã desta terça-feira já havia sido preso em outra operação – Foto: Divulgação/Reprodução/ND

A informação foi repassada através de uma coletiva de imprensa, também na manhã desta terça-feira. Segundo o delegado André Beckman, as duas prisões do empresário foram temporárias, de apenas cinco dias.

Operação Elysium

A ação foi feita por meio da 4ª Decor (Delegacia Especializada em Combate à Corrupção), sendo cumpridos 12 mandados de busca domiciliar e três mandados de prisão temporária na manhã desta terça-feira (12). Conforme a Polícia Civil, a operação consiste em encerrar o esquema que vitimou as prefeituras de Blumenau e Indaial.

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Empresa é alvo de operação da Polícia Civil por fraudar licitações de prefeituras em SC – Foto: Polícia Civil/Reprodução NDEmpresa é alvo de operação da Polícia Civil por fraudar licitações de prefeituras em SC – Foto: Polícia Civil/Reprodução ND

De acordo com a 4ª Delegacia Especializada, o esquema consistiu na apresentação de atestados de capacidade técnica com possível falsidade ideológica.

Os documentos teriam sido apresentados em diversas licitações na Prefeitura de Blumenau e em uma licitação na Prefeitura de Indaial.

As licitações, conforme a Polícia Civil, dizem respeito aos serviços de roçada e plantio de mudas de flores, além da ornamentação de logradouros públicos.

Até o momento, a empresa investigada já recebeu R$ 2.215.248,00 da Prefeitura de Blumenau, bem como R$ 1.750.039 da Prefeitura de Indaial, segundo os respectivos portais da transparência. A Polícia Civil informou que a maior parte desse valor é proveniente de licitações com apresentação de documentos suspeitos.

Operação Limpeza Geral já havia prendido o empresário

Uma investigação da Polícia Civil, em setembro de 2023, revelou um prejuízo milionário aos cofres do Samae Blumenau (Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto).

A investigação teve início a partir de um inquérito civil público, recebido pela polícia com informações sobre um possível superfaturamento nos serviços de limpeza e roçada.

Conforme a Polícia Civil, em março de 2021, o Samae de Blumenau fez uma licitação para contratar uma empresa especializada em roçada e limpeza geral de áreas externas dos imóveis da autarquia em Blumenau.

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