O empresário Lincoln Zaghi Júnior, que matou a tiros um cliente de um bar em São José, na Grande Florianópolis, no dia 28 de janeiro, alegou que o tiro foi um ato de reflexo e de que não esperava o resultado morte. Utan Guaraçai da Rosa Camargo, de 38 anos, morreu no local.
Câmera de monitoramento registrou o momento do crime – Foto: Captura de vídeo/Arquivo/NDO advogado do empresário, Bruno Gastão da Rosa, afirma que Lincoln discutia com uma outra pessoa quando Utan tentou interferir. “Foi uma atitude de reflexo. Ele acabou efetuando o disparo, mas não esperava o resultado”, disse a defesa.
Após fugir do local, o empresário, do ramo de salões de beleza, se desfez da arma. No entanto, segundo o advogado, ele apontou o local onde a arma poderia ser encontrada ao delegado responsável pelo caso.
SeguirNa semana passada, a Polícia Civil pediu a prisão preventiva de Lincoln Júnior. A solicitação de prisão preventiva foi confirmada pelo delegado regional de São José, Manoel Galeno. Lincoln foi indiciado pelo crime de homicídio doloso, quando há intenção de matar.
A defesa disse que ainda não foi intimada e que o empresário segue em liberdade.
O TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina) afirmou que, por questões práticas, a informação sobre deferimento ou não de pedidos de prisão preventiva não são disponibilizadas ao público em geral para evitar que, conhecedores dessa situação, os réus empreendam fuga ou dificultem o cumprimento dos mandados por outros meios.
Relembre o caso
Conforme a polícia, o crime aconteceu após o empresário receber uma multa de trânsito em frente ao bar de São José. Como achou que o proprietário do estabelecimento teria feito a denúncia que gerou a multa, foi até lá tirar satisfação.
Em seguida, Utan presenciou as ameaças de Zaghi Júnior ao dono do bar e interferiu. O suspeito estava armado e disparou contra o peito de Utan, que morreu na hora.
Utan trabalhava como garçom em um bar de Florianópolis. Amigos da vítima lamentaram o ocorrido e cobram por Justiça. Nas redes sociais, amigos descreveram a vítima como uma “pessoa de bom coração, simples e simpática”.