Empresas alvos de operação contra fraudes no sistema do Detran são fechadas pela polícia

Ação desta sexta-feira (1º) faz parte da Operação Profusão, deflagrada em Joinville na quinta-feira (30) com a prisão de duas pessoas

Redação Joinville

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Duas empresas alvos de operação contra fraudes no sistema do Detran foram fechadas pela Polícia Civil, na tarde desta sexta-feira (1º), em Joinville, no Norte de Santa Catarina.

Empresas alvos de operação contra fraudes no sistema do Detran são fechadas pela Polícia Civil – Foto: Polícia Civil de JoinvilleEmpresas alvos de operação contra fraudes no sistema do Detran são fechadas pela Polícia Civil – Foto: Polícia Civil de Joinville

De acordo com o delegado Pedro Alves, responsável pelo caso, se trata de um despachante – localizado no bairro América – e uma empresa de vistoria. Ambos foram alvos de busca e apreensão na quinta-feira (30), e foram fechados nesta tarde, após análise do material recolhido.

O proprietário de uma dessas empresas interditadas está preso pela mesma operação. A investigação prossegue por meio da 3ª DECOR.

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Empresas alvos de operação contra fraudes no sistema do Detran são fechadas pela Polícia Civil – Vídeo: Polícia Civil de Joinville

Operação Profusão

De acordo com o delegado Rafaello Ross, um servidor terceirizado do Ciretran-Joinville roubou a senha de acesso ao sistema do Detran de um colega, para inserir informações falsas e desbloquear CNHs (Carteiras Nacionais de Habilitação) suspensas. “Ele acreditava que se o esquema fosse descoberto, a culpa recairia sobre o colega”, explica Ross.

Em apenas três meses, cerca de 59 condutores que tinham a CNH suspensa voltaram a ter o direito de dirigir, mas pelo menos 100 motoristas podem ter sido beneficiados pelo esquema. “Mais de 50 motoristas eram de fora de Joinville, inclusive de outros Estados”, afirmou Pedro Alves durante a coletiva.

Um dos motoristas beneficiados tinha mais de 240 pontos na CNH, e voltou a poder dirigir. Ainda conforme o delegado Pedro Alves, há indícios de que os motoristas pagavam pelo serviço, mas este detalhe precisará ser melhor apurado.

De acordo com Pedro Alves, os investigados podem responder pelos crimes de falsidade ideológica, inserção de informações falsas, corrupção e até mesmo organização criminosa.

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