Empresas de SC são investigadas por sonegação de até R$ 100 milhões ao Estado

Segunda fase da Operação Packing List, que investiga sonegação fiscal, teve mandados de busca e apreensão expedidos pela Vara de Garantias de Balneário Camboriú

Foto de Beatriz Nunes

Beatriz Nunes Itajaí

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Foto mostra agente do Gaeco colhendo provas contra empresas investigadas por sonegação milionáriaOperação investiga empresas de SC por sonegar impostos. – Foto: Divulgação MPSC/ND

Na manhã desta sexta-feira (30), o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas) deu andamento à 2ª Fase da Operação Packing List ao realizar busca e apreensão expedidas pela Vara Regional de Garantias de Balneário Camboriú.

A operação tem atuação no combate aos crimes contra a ordem tributária de empresas na região e é conduzida pela 1ª Promotoria de Justiça de Tijucas e pela 11ª Promotoria de Justiça de Itajaí. A estimativa do fisco estadual é que valor sonegado seja de aproximadamente R$ 100 milhões.

Nesta fase, uma medida cautelar autorizou a apreensão de todos os aparelhos/equipamentos tecnológicos dos locais investigados, para que se averigue todo o conteúdo, sistemas e aplicativos neles instalados que revelem o funcionamento do esquema criminoso.

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Foto mostra agente da Polícia Científica com aparelho eletrônico apreendidoAparelhos eletrônicos das empresas investigadas estão sendo averiguados. – Foto: Divulgação MPSC/ND

A investigação, que tramita em sigilo, contou com o apoio da Fazenda Pública Estadual de Santa Catarina e da Polícia Científica de Santa Catarina.

Nela, apura-se possíveis ilegalidades administrativas, fiscais e penais, incluindo a falsidade ideológica no registro de endereço de empresas, possível ocultação de receitas e patrimônios.

Operação Packing List investiga sonegação de empresas

A operação recebe essa denominação pois o termo “Packing List” faz referência a um importante documento usado no transporte de mercadorias.

Esse documento descreve detalhadamente os itens que estão sendo transportados, incluindo quantidades, pesos e volumes. O porte desse documento é fundamental para garantir a organização e o controle no processo de logística e transporte de cargas.

Os grupos investigados são suspeitos de realizar o transporte e comercialização de mercadorias sem o fornecimento obrigatório de nota fiscal, assim suprimindo e/ou reduzindo tributo estadual. E, nesse contexto de sonegação, estariam também ocultando e dissimulando bens e valores – lavagem de dinheiro.