A técnica de enfermagem Yara Werner, encontrada morta no último dia 4, em Florianópolis, já foi vítima de violência doméstica. Nas redes socais ela conta que foi hospitalizada e há uma denúncia registrada, que resultou em medida protetiva. No entanto ela pediu a retirada da ação na época.
Ainda não se sabe se os casos de agressão têm relação com o crime. As circunstâncias e a autoria seguem desconhecidas até esta quarta-feira (13), segundo a DH (Delegacia de Homicídios da Capital).
Amigos e entidades lamentaram morte de Yara Werner – Foto: Reprodução/Internet/NDO corpo da técnica em enfermagem foi encontrado carbonizado seis dias após seu desaparecimento, na região do bairro Itacorubi, próximo ao morro que dá acesso à Lagoa da Conceição. Cerca de 30 boletins de ocorrência ligados a Yara foram identificados pela Polícia Civil.
SeguirParte das denúncias estão associadas a episódios de violência doméstica sofridos por ela. No seu perfil nas redes sociais, ao responder a publicação de um outro perfil, ela conta que foi hospitalizada em 2013, quando já se relacionava com o atual marido.
A Delegacia de Homicídios identificou uma denúncia por conta desse tipo de crime, feita em 2018. Na época ela conseguiu medida protetiva contra o marido devido às agressões, mas depois ela pediu a retirada, segundo o delegado Ênio de Oliveira Mattos, titular da DH.
Investigações
Conforme Matos, até então não é possível associar os casos de agressão com o homicídio da enfermeira. O marido da vítima foi ouvido durante o inquérito e negou participação no crime. A Polícia Civil continua colhendo depoimentos. Na região onde o corpo foi encontrado não há câmeras.
Na ocasião, a Polícia Militar foi acionado por populares que informaram a presença de “algo parecido com um corpo” nas imediações da Rodovia Admar Gonzaga (SC-404). Ao chegar no local um cadáver foi encontrado carbonizado e totalmente desfigurado. O corpo foi encaminhado à Polícia Científica (antigo IGP), que atestou a identidade de Yara por meio da arcada dentária.
A profissional de saúde atuava no Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), na Capital, desde 2006. Ela trabalhava no serviço de Enfermagem da Clínica Obstétrica e da Coordenadoria de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente.