Ao menos 600 pessoas perderam R$ 8 milhões em golpes de estelionato em Florianópolis nos últimos 30 dias. A informação foi confirmada pela delegada Michele Correa, diretora de Polícia Civil da Grande Florianópolis em entrevista nesta terça-feira (1°).
Golpistas não param de inventar novas formas de roubar dinheiro das vítimas em Florianópolis – Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil/ NDDe acordo com a delegada, foram mais de 225 golpes diferentes registrados na cidade no último mês. Os casos são agora investigados por uma nova iniciativa da Polícia Civil do Estado, a Delegacia de Combate à Estelionato da Capital.
“São muitos Boletins de Ocorrência, por isso a Polícia Civil está trabalhando com a vara criminal para dar mais eficiência e resultados aos casos”, conta a delegada.
SeguirCorrea listou os sete golpes mais frequentes em Florianópolis. Confira:
- Sites de falso leilão (golpistas anunciam preços imperdíveis de produtos que não são entregues);
- Falsa central de banco (golpistas entram em contato com as vítimas, geralmente idosos, e mentem dizendo que o cartão do banco expirou e precisa ser trocado. Então, um motoboy é enviado até a casa da vítima que passa a senha do cartão, e o próprio item, para ser substituído. Depois, compras são feitas com o nome da vítima);
- Instagram e Facebook (golpistas clonam contas e fazem postagens pedindo ajuda ou vendendo produtos falsos. Depois, roubam o dinheiro dos amigos e seguidores da vítima);
- Falso aluguel (golpistas anunciam aluguéis, vítimas pagam e local não existe realmente);
- OLX (golpistas anunciam produtos que nunca são entregues e ficam com o dinheiro das vítimas);
- Golpe das milhas (golpistas fingem trabalhar em sites de milhas de cartão de crédito e falam que precisam de dados para recuperar as milhas. Após receberem os dados, roubam o dinheiro das vítimas);
- E o principal de todos: o falso pix do parente- (golpistas clonam contas do WhatsApp e se passam por parentes para pedir dinheiro dos contatos da vítima).
Prevenção
A delegada explicou ao ND+ algumas medidas importantes para se prevenir contra os estelionatários, entre elas, a desconfiança.
“A gente orienta as vítimas a continuarem fazendo boletins de ocorrência quando caírem nos golpes. No entanto, a prevenção é tudo. O efeito pós-pandêmico é um fenômeno mundial, não só em Santa Catarina esses golpes estão crescendo. Sendo assim, qualquer mensagem suspeita desconfie antes de responder ou de clicar em links”, explica.