O dia 18 de maio é reservado para o Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Instituída por lei federal de 2000, a data é importante para luta, conscientização e mobilização sobre o tema. Durante o mês de maio também ocorre a campanha Maio Laranja, que impulsiona ações para prevenção e enfrentamento ao crime.
Consolidação da internet impulsionou crimes de exploração sexual – Foto: Freepik/ND“O abuso e a exploração sexual contra crianças e adolescentes traz impactos extremamente negativos para a vida e o desenvolvimento das vítimas. A sociedade como um todo deve se engajar em campanhas e medidas que atuem no combate e na prevenção deste grande mal”, afirma Filipe Colombini, psicólogo, orientador parental e CEO da Equipe AT.
Segundo dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania de janeiro a abril de 2023 foram registradas 9.500 denúncias de crimes do tipo, contra 6.400 no primeiro quadrimestre do ano passado.
SeguirO crime provoca diversos prejuízos e podem dar origem a distúrbios psiquiátricos e até problemas de ordem física. “Abusos criam, de fato, déficits importantes no desenvolvimento emocional e de habilidades sociais, causando, geralmente, uma regressão clara nos marcos de desenvolvimento. Por exemplo, uma criança que já se comunicava bem e, de repente, passa a ter dificuldade para se expressar”, diz o psicólogo.
Como identificar casos de abusos
Segundo Colombini é necessário ficar alerta para qualquer mudança brusca de comportamento. “Uma criança muito extrovertida que acaba se isolando de uma hora deve ser investigado”, ilustra o especialista.
“Outros pontos significativos são mudanças na rotina, como alterações nos padrões de sono ou de alimentação, além da esquiva da criança ou do adolescente para situações ou lugares que antes gostava de ir ou frequentar”, indica o psicólogo.
Conforme Colombini, para se cercar de cuidados e proteger os pequenos contra abusos e violência sexual, é importante que os pais tenham um vínculo forte com seus filhos para compreender seus padrões de comportamento, a fim de notar quando há algo errado.
“E também o papel da educação, tanto nas escolas quanto em casa, é fundamental para que a criança conheça seu corpo e entenda quando o comportamento de um adulto ou mesmo crianças maiores não é aceitável”, indica o orientador parental.
As vítimas de abuso ou violência sexual devem buscar apoio psicológico. “O apoio e o acolhimento de profissionais de saúde mental vai ajudar a criança ou jovem a criar um sentimento de suporte e validação”, explica Colombini.
Suspeitas de abuso sexual contra crianças e adolescentes podem ser denunciadas por qualquer pessoa para as autoridades competentes através do Disque Direitos Humanos (100) ou do Conselho Tutelar (3225-4440).