Entenda por que o número de homicídios caiu 45% em Joinville

Número de mortes violentas em janeiro caiu de 11 para seis em comparação com 2020

Foto de Drika Evarini

Drika Evarini Joinville

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Depois de fechar 2020 com o menor número de homicídios em cinco anos, Joinville, no Norte de Santa Catarina, continua registrando bons índices quando o assunto é segurança pública. O número de assassinatos na maior cidade do Estado caiu mais uma vez em janeiro.

Foram seis homicídios registrados nos primeiros 31 dias de 2021, número 45,4% menor do que o registrado no mesmo período do ano passado, quando a cidade teve 11 mortes violentas. A queda nos índices já vem acontecendo há anos. Em comparação com 2018, o percentual de redução é ainda maior, de mais de 57%.

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O delegado titular da Delegacia de Homicídios, Dirceu Silveira Júnior, atribui os bons resultados recorrentes a uma soma de fatores e ações desenvolvidas pela DH em parceria com outros órgãos de segurança pública, como a Vara do Tribunal do Júri, implantada em 2018. “O que ocorre são as estratégias da DH, as parcerias com as demais forças de segurança e ações de outras unidades que repercutem no crime contra a pessoa”, avalia o delegado.

Uma das principais ações apontadas pelo delegado é a celeridade dos julgamentos e das condenações, que afastam pessoas desse contexto de crimes contra a vida. “As condenações de indivíduos nas condições de mandante ou executores os afasta desse contexto. A celeridade é importante porque tem um retorno. Uma decisão judicial para a investigação policial é primordial”, ressalta.

Dirceu reforça que o resultado é resultado de um conjunto de fatores, uma vez que as ações de outras unidades policiais refletem diretamente nas organizações criminosas e na disputa pelo tráfico de drogas, situação responsável pela maioria dos homicídios na cidade.

O delegado analisa, ainda, que a pandemia não reflete diretamente nos números absolutos porque a motivação dos crimes continua sendo o tráfico de drogas, que não foi abalado pela situação pandêmica. Apesar disso, ele afirma que em casos esporádicos pode existir influência. “O crime contra a pessoa pode ser diminuído nesses casos esporádicos, mas quando se remete para o ambiente que tem número mais significativo, na questão das drogas, não muito”, diz.

Apesar de ter a expectativa de manter o bom índice, o delegado ressalta que a tratativa da Delegacia de Homicídios continua a mesma e o prejuízo, também. “O que tratamos aqui é o bem maior. Morrer uma ou mais, o prejuízo é o mesmo”, finaliza.

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