Envolvido nos ataques de 8 de janeiro em Brasília é preso na BR-282 em SC

O mandado de prisão em aberto por participação nos atos de 8 de janeiro foi cumprido pela PRF na manhã desta quarta-feira (31), em Campos Novos, no Meio-Oeste de Santa Catarina

Marcos Lewe Chapecó

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Um homem de 42 anos, réu por participar dos atos de 8 de janeiro na sede dos Três Poderes em Brasília, no Distrito Federal, foi preso pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) em uma fiscalização na BR-282, em Campos Novos, no Meio-Oeste de Santa Catarina.

Envolvido nos ataques de 8 de janeiro em Brasília é preso na BR-282 em SCHomem preso na BR-282 participou dos Atos de 8 de janeiro – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/ND

A prisão, que aconteceu na manhã da quarta-feira (31), cumpriu um mandado expedido pelo gabinete do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) por crime contra o Estado Democrático de Direito, incitação ao crime e associação para o crime.

Conforme informações da PRF, o homem dirigia um caminhão DAF com placas de Faxinal dos Guedes. O mandado de prisão em aberto foi identificado durante a abordagem.

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Ele foi conduzido ao presídio de Campos Novos, onde fica à disposição da Justiça.

Os ataques de 8 de janeiro

Na tarde daquele domingo, 8 de janeiro de 2023, manifestantes revoltados com o resultado das eleições presidenciais vandalizaram as sedes dos Três Poderes em Brasília. As ações foram orquestradas em um acampamento montado em frente ao Quartel-General do Exército, de acordo com o relatório produzido pelo interventor Ricardo Capelli.

Os manifestantes invadiram as sedes e destruíram obras de arte, mobiliário e a própria estrutura das Casas. Os danos ao Palácio do Planalto foram estimados no valor total de R$ 7,9 milhões. E os prejuízos causados à sede do Supremo Tribunal Federal atingiram o valor de R$ 5,9 milhões. Dentre as obras destruídas, está o painel Araguaia, o quadro As Mulatas, de Di Cavalcanti, entre outros.

PF investiga as pessoas envolvidas – Foto: Agência Brasil/Reprodução/NDPF investiga as pessoas envolvidas – Foto: Agência Brasil/Reprodução/ND

No dia do ato, nove comandantes da PMDF (Polícia Militar do Distrito Federal) estavam de férias ou de licença. Também estava de recesso o então secretário de Segurança do DF, Anderson Torres – ele é suspeito de ter colaborado com o evento.

Torres não estava no Brasil no dia do ataque e é investigado por omissão. Dois dias após os ataques, a Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão na casa de Torres, onde encontrou a minuta de um golpe de Estado. O documento era o rascunho de um decreto para mudar o resultado das eleições presidenciais de 2022.

Intervenção federal e CPI

No dia seguinte à invasão, o Senado aprovou uma intervenção federal no Distrito Federal até 31 de janeiro para retomar o controle da Segurança Pública. Sob o comando do interventor Ricardo Capelli, foram realizadas exonerações, afastamentos e a instauração de inquéritos policiais militares.

No fim de maio foi instalada uma CPMI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para apurar os atos. O relatório final, aprovado em outubro, pediu o indiciamento de 61 pessoas, entre as quais a do o ex-presidente Jair Bolsonaro e de um possível financiador catarinense.

Também estão entre os denunciados militares do alto escalão, ex-assessores de Bolsonaro, supostos financiadores dos atos extremistas e a cúpula da Polícia Militar do Distrito Federal. A oposição apresentou um relatório alternativo – recusado – culpando o presidente Lula (PT) e membros do governo federal.

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