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Espancamento de mulher revela abandono de prédio público em Florianópolis

Nem mesmo a localização, no coração político, jurídico e administrativo de Santa Catarina, protegeu a vítima de sofrer um assalto e ser espancada

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* Danilo Duarte, interino

A história do espancamento de uma mulher em pleno Centro de Florianópolis, revelado pela NDTV nesta quinta-feira (11), é escabroso em muitos níveis: a tentativa de assalto e a série de socos aconteceram a poucos metros dos principais órgãos públicos da Capital e do Estado.

Prédio abandonado da Defensoria Pública da União em Florianópolis – Foto: Google/Reprodução/NDPrédio abandonado da Defensoria Pública da União em Florianópolis – Foto: Google/Reprodução/ND

Entre eles, estão o Tribunal de Contas do Estado, a Assembleia Legislativa de Santa Catarina, o Tribunal de Justiça, entre outros. Antes de se mudar para o atual Centro Administrativo, ficava ali também a sede do governo do Estado. Tudo distribuído nas imediações da Praça Tancredo Neves. Quase uma referência à Praça dos Três Poderes, em Brasília.

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Um desses prédios pertence à Defensoria Pública da União e está abandonado há uma década, sem destino definido. Foi bem ali, na Rua Bulcão Viana, que aconteceu o espancamento de uma mulher de 31 anos, que resistiu ao assalto de sua bolsa.

É de supor que, por estar em uma área altamente povoada por pessoas que lidam diariamente com o mais alto nível de decisões políticas do Estado, essas quadras fossem seguras, iluminadas e tranquilas para se transitar. Mas a realidade é completamente diferente!

O cenário assustador vai além do prédio abandonado: há vidraças quebradas, carros estacionando sobre as calçadas e no que antes era acesso ao prédio público, mato tomando conta das laterais do prédio, podendo inclusive se tornar esconderijo, abrigo e local para consumo de drogas.

Como não há guardas, vigilância ou câmeras de monitoramento, fica apenas a ausência de segurança no entorno. Sair de eventos na Assembleia Legislativa ou de algum dos estabelecimentos de ensino, de saúde ou religiosos que ficam nas imediações, tornou-se prova de coragem (ou de por a própria vida em risco).

O que aconteceu ali foi, sobretudo, a omissão do poder público, que fez mais uma vítima em Florianópolis.

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