Esposa e filha de russo preso em Florianópolis vão para lar de acolhimento; PF entra no caso

Mulher é natural da Tailândia e morava na capital catarinense com o companheiro russo; ela e a filha, de três meses, foram mantidas em cárcere privado por três meses

Foto de Vivian Leal

Vivian Leal Florianópolis

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Russo preso em Florianópolis após manter esposa em cárcere privadoHomem russo preso em Florianópolis instalou câmeras de monitoramento por toda a casa – Foto: Divulgação/PCSC/ND

A esposa do homem russo preso em Florianópolis, mantida em cárcere privado durante três meses, foi encaminhada para acolhimento em um lar que recebe vítimas de violência doméstica.

Ela e a filha, um bebê de três meses, foram resgatadas na terça-feira (9), depois que vizinhos denunciaram comportamentos estranhos por parte do homem, de 43 anos. Ele foi preso em flagrante.

Em resposta ao ND Mais, a Polícia Civil de Santa Catarina não soube precisar há quanto tempo a família vivia em Florianópolis. O casal se conheceu na Tailândia, país de onde a mulher é natural. A filha nasceu no Brasil.

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Por envolver duas pessoas estrangeiras, o caso foi encaminhado para a Polícia Federal. O russo preso em Florianópolis permanecerá no Brasil até que a PF instaure um procedimento administrativo pedindo a extradição dele.

Companheira de russo preso em Florianópolis era vítima de violência

O delegado responsável pelo caso, Cléber Serrano, informou que a vítima chegou na delegacia com lesões na boca e na canela, compatíveis com agressões. Por meio de um intérprete, ela contou que sofria maus tratos, racionamento de comida e privação de liberdade.

Porta de casa fechada com chumboHomem russo ‘chumbou’ a porta para manter esposa e filha em cárcere privado – Foto: Divulgação/PCSC/ND

A PMSC (Polícia Militar de Santa Catarina) esteve no endereço em que mulher e filha viviam, junto com o russo preso em Florianópolis, depois que um agente do Corpo de Bombeiros relatou a presença de uma possível vítima de cárcere no local.

“Vizinhos, pessoas do entorno ali, percebiam que tinha mais gente na casa, mas que só o homem saía para a rua”, contou o delegado Cléber Serrano ao ND Mais. O russo preso em Florianópolis se comunicava apenas em inglês e informou que trabalhava com criptomoedas.

Viatura da Polícia MilitarPMSC esteve na casa depois que um bombeiro denunciou uma possível vítima de cárcere privado – Foto: Divulgação/Polícia Militar/ND

Segundo o 21° Batalhão, a casa contava com sistema de monitoramento por câmeras, muros altos e cerca elétrica. A porta dos fundos da casa estava colada com chumbo.