Esquema criminoso que movimentou R$ 11 milhões envolvia posto de gasolina em SC

Dinheiro vinha do tráfico internacional de drogas e era "lavado" por várias transações bancárias

Redação ND Itajaí

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Uma organização criminosa que agia no Paraná foi desmantelada na manhã desta terça-feira (8) pela Polícia Federal. Um posto de combustíveis de Itajaí, Litoral Norte de Santa Catarina, também faria parte do esquema de lavagem de dinheiro, que vinha do tráfico internacional de drogas.

Conforme a polícia, foram movimentos mais de R$ 11 milhões ilegalmente. A PF apurou ainda que o posto de combustível em Itajaí teria sido adquirido para que um casal de narcotraficantes internacionais se integrasse ao mecanismo.

Esquema criminoso movimentou R$ 11 milhões e envolvia posto de gasolina em SC – Foto: Arquivo Polícia FederalEsquema criminoso movimentou R$ 11 milhões e envolvia posto de gasolina em SC – Foto: Arquivo Polícia Federal

A Operação Narcolaundry foi deflagrada nesta terça. Conforme as investigações, o grupo atuava para lavar o dinheiro que vinha principalmente do tráfico internacional de drogas. Os R$ 11 milhões teriam sido movimentados em apenas seis meses, em 2019, por várias transações bancárias.

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Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Santo Antônio do Sudoeste, Colombo e Curitiba, todas no Paraná. A Justiça Federal ordenou o sequestro de imóveis da quadrilha, a apreensão de veículos, além do bloqueio de valores em contas bancárias, aplicações financeiras e ativos monetários.

A organização criminosa tinha uma rede de empresas de fachada que, utilizando várias contas bancarias, movimentava grandes quantias de dinheiro, o que segunda a PF cumpria todas as fases do processo de lavagem de dinheiro.

A investigação é derivada da Operação Narcobroker, deflagrada em novembro de 2020. Ela tinha o objetivo de desarticular financeiramente uma organização criminosa especializada na remessa de grandes cargas de cocaína para diversos países europeus, por meio do tráfego marítimo. Os dados obtidos nessa operação levaram à descoberta da atuação criminosa, no ano passado, do grupo investigado, revelando toda a rede de relacionamento entre os investigados.

Todos os envolvidos estão sujeitos a cumprir penas por lavagem de dinheiro. Para cada ação criminosa prevista em lei própria é prevista pena de reclusão de até 10 anos, além dos três anos de reclusão previstos para o crime de associação criminosa.

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