Até para morrer é preciso pagar, mas em Mafra, no Planalto Norte de Santa Catarina, um esquema de corrupção tem feito esse valor ser ainda maior. A DIC (Divisão de Investigação Crimina) investiga um esquema de venda irregular de túmulos na cidade e, de acordo com o delegado regional Nelson Vidal, pelo menos 30 lotes de túmulos podem ter sido vendidos de maneira irregular. “Mas o número pode ser bem maior”, diz.
A suspeita é de que pelo menos 30 terrenos para túmulos tenham sido vendidos irregularmente e a preços muito acima do ‘normal’ – Foto: Polícia Civil/DivulgaçãoA polícia investiga quatro suspeitos, que estariam vendendo de maneira irregular os lotes para túmulos no cemitério e, além disso, direcionavam as famílias para empresas específicas de construção e reforma dos túmulos. As empresas também fazem parte do esquema investigado.
O delegado conta que as vendas eram realizadas por valores que variam entre R$ 3 mil e R$ 9 mil, enquanto a taxa cobrada pelo município para concessão do lote flutua entre R$ 300 e R$ 500. Além de um valor muito superior, a taxa não era revertida ao município e, com isso, a família precisava também pagar a taxa de concessão do terreno.
SeguirA polícia já cumpriu mandados de busca e apreensão na casa de um servidor e em uma empresa especializada na construção e reformas de túmulos na cidade. Celulares, documentos e outras provas foram apreendidos durante a ação.
Segundo Vidal, os suspeitos podem responder pelos crimes de corrupção passiva, estelionato, associação criminosa.