“Estamos chegando a 500 mil fiscalizações sanitárias”, diz comandante-geral da PMSC

Coronel Dionei Tonet, que completou um ano no cargo, fala sobre o enfrentamento da pandemia

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À frente da Polícia Militar de Santa Catarina desde maio do ano passado, o coronel Dionei Tonet fala sobre o enfrentamento da pandemia e o combate ao crime organizado em Florianópolis.

A PM tem atuado para garantir o cumprimento dos decretos de enfrentamento da pandemia em Santa Catarina – Divulgação/NDA PM tem atuado para garantir o cumprimento dos decretos de enfrentamento da pandemia em Santa Catarina – Divulgação/ND

A fiscalização para cumprimento das medidas sanitárias é uma das prioridades atuais da Polícia Militar?
Temos duas atividades importantes: planejamento operacional, para manter os números de criminalidade sob controle, e a fiscalização sanitária, que tem nos tomado um tempo gigantesco e nos desafiado. Estamos nos aproximando de 500 mil operações. É um número grande.

Alguns entendem que temos que ser mais fortes na fiscalização e outros que temos que nos abster. Estamos entrando numa nova onda de ampliação de contaminados e a tendência, com a chegada do frio, é de aumento da ocupação dos hospitais – que nos forçará a fiscalizar ainda mais.

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Coronel PM Dionei Tonet – Foto: Mauricio Vieira/Divulgação/Secom/NDCoronel PM Dionei Tonet – Foto: Mauricio Vieira/Divulgação/Secom/ND

Muito se fala em evitar que Florianópolis vire um “mini Rio de Janeiro”, sob o ponto de vista da violência do tráfico e do crime organizado. Como avalia o cenário atual?
Nos últimos dois anos tivemos um enfraquecimento da estrutura do crime organizado em Florianópolis, com redução de mortes violentas entre os grupos criminosos.

Um dos motivos é a migração dessa estrutura desse núcleo gestor do crime organizado para o Oeste de SC, com utilização da rota de importação de grãos.

A atuação policial deve ser tratada, cada vez mais, com uma visão social?
Sim, muitas vezes não falo mais em segurança pública, e sim em segurança social.

A força pública não pode ser a única solução para a segurança. É necessário que os outros atores responsáveis pela vida em sociedade atuem também.