Estelionatários usam imagens de dois delegados de SC para golpes: ‘não é a primeira vez’

Novos casos foram registrados recentemente em Criciúma; criminoso entra em contato com a vítima e tenta extorquir dinheiro em troca de não instaurar um suposto procedimento investigativo

Foto de Geórgia Gava

Geórgia Gava Criciúma

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Recentemente, dois delegados de Criciúma, Márcio Campos Neves e Vitor Bianco Júnior, tiveram as próprias imagens vinculadas a golpes. Estelionatários usaram as fotos e os nomes dos profissionais para pedirem dinheiro por aplicativo de mensagens.

Imagens de delegados do Sul de SC foram vinculadas a golpesDois delegados de Criciúma tiveram as próprias imagens vinculadas a golpes – Foto: Reprodução/ND

Golpes com nome de delegado já foram aplicados outras vezes

Conforme o delegado Vitor Bianco Júnior, que atua na Coordenadoria de Operações Policiais Com Cães, essa não é a primeira vez que a tentativa de golpe, por meio do nome dele, acontece. Casos semelhantes foram registrados em São Paulo, no Paraná, no Rio Grande do Sul e em várias regiões catarinenses.

Recentemente, uma nova vítima registrou um Boletim de Ocorrência e relatou que um estelionatário, ao se passar pelo delegado, tentava extorquir dinheiro em troca de não instaurar um procedimento investigativo.

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Como os estelionatários tentam aplicar o golpe com nomes de delegados?

Nesses casos, Bianco explica que o golpista liga para a vítima, apresenta-se como delegado, alega que há uma denúncia contra ela e solicita um depósito de dinheiro para evitar a abertura de um inquérito. Ele ressalta que isso é um golpe típico e aconselha as pessoas a terem cautela.

“Se o delegado tiver que instaurar um inquérito policial, ele vai instaurar. Estou falando por mim, nunca liguei e não vou fazer isso. É um crime e as pessoas não podem cair nesse conto de que o delegado vai ligar e pedir dinheiro para não instaurar o procedimento“, adverte Bianco.

Prática é comum em todo o país, diz delegado

Segundo o delegado titular da 2ª Delegacia de Polícia de Criciúma, Márcio Campos Neves, essa prática é comum em todo o Brasil. “Só nessas duas últimas semanas, aconteceu com dois delegados. A gente está apurando e alertando a população”, afirma.

Criminosos têm usado nomes de delegados de Criciúma para golpes – Foto: Divulgação/Polícia Civil/NDCriminosos têm usado nomes de delegados de Criciúma para golpes – Foto: Divulgação/Polícia Civil/ND

Neves esclarece que não existe 7ª Delegacia de Polícia em Criciúma, informação que foi usada pelos criminosos no aplicativo de mensagens. “Só existem duas diárias no município: a 1ª e a 2ª, além das especializadas”, confirma.

Portanto, a orientação é de que as pessoas estejam atentas ao golpe. “Nenhum servidor, em hipótese alguma, muito menos policiais, constrangendo pessoas, podem exigir ou solicitar quantias”, finaliza o delegado da 2ªDP.

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