Fechado desde 2019, o prédio que abrigava o Caps (Centro de Atenção Psicossocial), no bairro Agronômica, é mais um exemplo de prédio público abandonado em Florianópolis. O local está sendo utilizado por usuários de drogas e pessoas em situação de rua.
Fechado desde 2019, o prédio que abrigava o Caps (Centro de Atenção Psicossocial), no bairro Agronômica, está abandonado – Foto: Anderson Coelho/Arquivo/NDRoupas, restos de comida e muito lixo estão acumulados pelo corredores e salas da estrutura. O prédio hoje se encontra em situação de total abandono, aguardando uma reforma extremamente necessária, prometida em dezembro do ano passado.
Segundo o diretor do Conseg (Conselho Comunitário de Segurança) Centro, Carlos Cezar Stadler, “o grupo DOA (Defesa, Orientação e Apoio) faz toda a assistência e abordagem quase que diária, mas eles voltam e é uma situação recorrente devido à dependência química e à facilidade de obtenção do dinheiro nos semáforos através da esmola”.
A instituição foi fechada para uma reforma depois de uma ação do MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), que apontou sérios problemas na unidade. O prédio antigo pertence ao governo do Estado e foi cedido para o Município por meio de um contrato há mais de 20 anos. O prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro, se comprometeu em fazer e finalizar a reforma estrutural na sede, mas o prazo para a entrega da obra encerrou em agosto de 2020.
“Além de abordarmos essas pessoas nessa situação de verificação criminal, também existe um acompanhamento psicossocial para dar um melhor destino para elas”, disse o comandante do 4º BPM (Batalhão de Polícia Militar), tenente-coronel Dhiogo Cidral de Lima.
PM faz vistorias semanais nesse e em outros locais abandonados – Foto: Reprodução/NDTV RecordTVA PM faz vistorias semanais nesse e em outros locais abandonados. Geralmente, segundo a polícia, são encontrados objetos roubados nesses espaços, principalmente fios utilizados para venda do cobre.
O comandante do 4º Batalhão acredita que, no caso do prédio do Caps, há solução. Segundo Cidral, “a Prefeitura Municipal e o próprio Estado, já que esse terreno pertence ao Estado, deve produzir alguma parceria público-privada, no meu entendimento, que forneça subsídios de uma ocupação legal desse espaço. Então, a construção de um restaurante ou de alguma benesse ao público que possa utilizar desse espaço numa área tão nobre da cidade, para que assim possa ter uma ocupação contínua, permanente e sadia desse espaço”.
Confira mais informações na reportagem do Balanço Geral Florianópolis.