Uma estudante chamou atenção dos professores por passar mal na escola todos os dias no momento antes de voltar para casa. A PM (Polícia Militar) foi até a instituição de ensino e conversou com a jovem que contou aos policiais que o pai agredia a mãe. O fato foi registrado em São Miguel do Oeste, no Extremo-Oeste de Santa Catarina.
A estudante passava mal ao voltar para casa e revelou agressões sofridas pela mãe. — Foto: Paulo H. Carvalho/Divugação/NDA guarnição, por volta das 15h de quinta-feira (1), por meio da Rede Catarina de Proteção à Mulher do 11° Batalhão de Polícia Militar de Fronteira, conversou com a estudante e após com a mãe dela e confirmou a história da jovem.
Durante a conversa, conforme informou a PM, foi possível perceber que a aluna estava com medo. Ela relatou para a guarnição que os pais brigam muito e que o pai agride com frequência a mãe. A jovem disse que em um desses episódios, a mãe já teria denunciado e que o pai ficou preso por um dia, mas, que quando voltou as brigas e as agressões continuaram.
SeguirConforme a guarnição, em conversa com a mãe da estudante, descobriu que depois que a medidas protetivas de urgência foi deferida, o homem voltou a morar na casa com a esposa e os filhos. A vítima, com medo, não se opôs e deixou ele morar na residência.
A mulher contou ainda que na segunda-feira (28), o homem lhe deu um soco no rosto durante uma discussão e que tudo foi presenciado pelos dois filhos menores de idade. A PM então registrou um boletim de ocorrência por descumprimento de medida protetiva de urgência, lesão corporal leve e ameaça no âmbito de violência doméstica.
Com o boletim registrado, a guarnição fez buscas pelo homem e prendeu o suspeito. Ele foi conduzido e entregue na DPCAMI (Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso) de São Miguel do Oeste. O caso agora é investigado pela Polícia Civil.
Não foram divulgados detalhes, como as idades dos envolvidos e qual seria a escola da criança, com o objetivo de preservar a identidade da estudante e resguardar a segurança dela. Diante do fato o Conselho Tutelar foi acionado e ficou aos cuidados da menor.
Como denunciar
Em caso de suspeita de violação dos direitos de uma mulher, a vítima, ou o denunciante, deve procurar a delegacia de polícia especializada mais próxima. A denúncia pode ser feita nos números de telefone 180, 190 ou 197. A ligação é gratuita e o serviço funciona 24 horas, todos os dias da semana.
O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, que apoia a Operação Maria da Penha, também mantém a Central de Atendimento à Mulher — Ligue 180, que oferece escuta e acolhida qualificada às mulheres em situação de violência, registrando e encaminhando denúncias, reclamações, sugestões ou elogios aos órgão competentes.