EUA apontam três locais do Brasil como os mais perigosos para se visitar devido à violência

O Brasil, como um todo, é considerado um país de segurança média para turistas, exceto em áreas próximas à fronteira e a conjuntos habitacionais informais, segundo o governo dos Estados Unidos

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Geovani Martins Florianópolis

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Governo dos EUA atualizou alerta sobre os locais mais perigosos do Brasil para turistas visitarem - Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil/NDGoverno dos EUA atualizou alerta sobre os locais mais perigosos do Brasil para turistas visitarem – Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil/ND

A nova atualização do alerta de viagem aos turistas dos Estados Unidos, feita pelo governo do país norte-americano na última quinta-feira (29), aponta que o Brasil possui três áreas no máximo nível de periculosidade para visitantes.

O alerta consiste em uma tabela que classifica os locais em quatro níveis, sendo 1 o mais tranquilo e 4 o mais perigoso. O Brasil, como um todo, é classificado como de nível 2, exceto pelas três áreas que estão no nível 4.

Locais mais perigosos do Brasil para turistas, segundo o governo dos EUA:

  • Cidades-satélite de Brasília à noite: Ceilândia, Santa Maria, São Sebastião e Paranoá;
  • Conjuntos habitacionais informais, como favelas, vilas, comunidades ou conglomerados;
  • Qualquer lugar dentro de um raio de 160 km das fronteiras terrestres com: Bolívia, Colômbia, Guiana, Guiana Francesa, Paraguai, Peru, Suriname e Venezuela – as exceções são o Parque Nacional de Foz do Iguaçu e o Parque Nacional do Pantanal.
Lista dos locais mais perigosos do Brasil para turistas visitarem foi atualizado para incluir novos riscos - Foto: Divulgação/PMSC/NDLista dos locais mais perigosos do Brasil para turistas visitarem foi atualizado para incluir novos riscos – Foto: Divulgação/PMSC/ND

Por que governo dos EUA atualizou a lista dos locais mais perigosos do Brasil para turistas

O texto foi atualizado para adicionar risco de sequestro. Ao tratar do país em geral, o comunicado passou a alertar “cautela redobrada devido à criminalidade e aos sequestros” com algumas áreas apresentando “risco aumentado”.

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O alerta cita que “crimes violentos, incluindo assassinatos, assaltos à mão armada e roubos de carros, podem ocorrer em áreas urbanas, dia e noite. A atividade de gangues e o crime organizado são generalizados e frequentemente ligados ao tráfico de drogas recreativas”.

A descrição dos riscos continua, com alerta especial para o Rio de Janeiro. “Agressões, incluindo com sedativos e drogas colocadas em bebidas, são comuns, especialmente no Rio de Janeiro. Criminosos atacam estrangeiros por meio de aplicativos de namoro ou em bares antes de drogar e roubar suas vítimas”.

De acordo com o comunicado, os turistas são aconselhados a não usarem ônibus municipais no país. “Tenha cuidado nos grandes centros de transporte ou no transporte público, especialmente à noite. Passageiros correm maior risco de roubo ou agressão ao usar ônibus públicos no Brasil”, descreve o alerta do governo estadunidense.

Governo dos EUA desaconselha turistas a usarem transporte público brasileiro, especialmente à noite, segundo o alerta dos locais mais perigosos do Brasil - Foto: Bruno Zanardo/Secom AM/Reprodução/NDGoverno dos EUA desaconselha turistas a usarem transporte público brasileiro, especialmente à noite, segundo o alerta dos locais mais perigosos do Brasil – Foto: Bruno Zanardo/Secom AM/Reprodução/ND

O alerta também inclui orientações de segurança ao turista estadunidense, como “não resistir fisicamente a nenhuma tentativa de roubo”, “ter cuidado ao caminhar ou dirigir à noite” e “não exibir sinais de riqueza, como relógios ou joias caras”.

O turista norte-americano também é orientado a adotar um plano de comunicação com a família, o empregador ou a organização anfitriã da visita. “Recomendamos fortemente que você contrate um seguro antes de viajar. Consulte sua seguradora de viagem sobre assistência para evacuação, seguro médico e cobertura para cancelamento de viagem”, acrescenta o alerta dos locais mais perigosos do Brasil para turistas.

*Com informações do Estadão Conteúdo