Ex-esposa mandou matar professora estrangulada por ciúmes, conclui polícia em reviravolta

Polícia solicita prisão da ex-companheira de Fernanda Bonin, professora estrangulada com cadarço em São Paulo, e de outros dois suspeitos

Foto de Beatriz Rohde

Beatriz Rohde Florianópolis

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Morte de professora estrangulada foi encomendada pela ex-esposa, conclui políciaO desaparecimento de Fernanda Bonin foi comunicado pela ex-esposa, a veterinária Fernanda Fazio – Foto: Reprodução/ND

A Polícia Civil pediu a prisão da ex-esposa de Fernanda Bonin, professora estrangulada e morta em São Paulo, no dia 27 de abril. A investigação da DHPP (Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa) concluiu que Fernanda Fazio foi a mandante do crime, motivada por ciúmes.

A prisão de dois outros suspeitos também foi solicitada à Justiça. A dupla foi flagrada abandonando o carro da professora estrangulada, a alguns quarteirões de distância do local onde o corpo foi encontrado, nas proximidades do Autódromo de Interlagos.

O homem que aparece no vídeo foi preso na quarta-feira (7). A ex-companheira Fernanda Fazio não era considerada suspeita até então e deu dois depoimentos na delegacia como testemunha. Foi ela quem comunicou o desaparecimento da professora à polícia.

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Relembre caso de Fernanda Bonin, professora estrangulada com cadarço em SP

Fernanda Reinecke Bonin, de 42 anos, saiu de casa no dia 27 de abril para socorrer a ex-esposa Fernanda Loureiro Fazio, 45 anos, que teve um problema mecânico com o carro na Avenida Jaguaré, zona oeste da cidade.

As duas estavam casadas havia oito anos, mas moravam em casas separadas desde 2024. Fazio levava os dois filhos do casal para a casa de Bonin quando o carro parou. Ela pediu ajuda e enviou sua localização.

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    Fernanda Bonin estava separada de Fernanda Fazio, que teria encomendado a morte - Reprodução/R7/ND
    Fernanda Bonin estava separada de Fernanda Fazio, que teria encomendado a morte - Reprodução/R7/ND
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    João Paulo Bourquim, que desovou o carro da vítima, disse à polícia que "coleciona cadarços" - Reprodução/Balanço Geral SP/ND
    João Paulo Bourquim, que desovou o carro da vítima, disse à polícia que "coleciona cadarços" - Reprodução/Balanço Geral SP/ND
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    Fernanda Bonin foi encontrada morta, com um cadarço amarrado no pescoço, em um terreno baldio - Reprodução/RecordTV/ND
    Fernanda Bonin foi encontrada morta, com um cadarço amarrado no pescoço, em um terreno baldio - Reprodução/RecordTV/ND
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    Faca encontrada no veículo da vítima pode ter sido usada no crime - Reprodução/Balanço Geral SP/ND
    Faca encontrada no veículo da vítima pode ter sido usada no crime - Reprodução/Balanço Geral SP/ND

Imagens de monitoramento mostram a vítima deixando do prédio sozinha. Em seguida, ela saiu em uma SUV Hyundai Tucson para socorrer a ex-companheira, que teria sido a última pessoa com quem teve contato.

Fernanda Bonin, no entanto, não chegou ao local combinando. O carro da ex-esposa voltou a funcionar meia hora depois e ela afirma que foi até o condomínio para deixar as crianças, mas Bonin não estava em casa.

No dia seguinte, a professora de matemática não foi trabalhar e Fazio comunicou o desaparecimento à polícia. O corpo foi encontrado na Avenida João Paulo da Silva, na Vila da Paz, a partir de uma denúncia anônima.

O terreno baldio é um local pouco iluminado. A professora estrangulada estava caída de costas, com roupas que aparentavam um pijama, e tinha o pescoço amarrado por um cadarço.

Fernanda Bonin era graduada em matemática pela USP (Universidade de São Paulo) e especializada em necessidades especiais na educação pela Universidade MacEwan, do Canadá. Ela lecionava na Beacon School, escola bilíngue de alto padrão.

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