Ex-marido de catarinense executada com 14 tiros à queima roupa é preso no Paraná

Divórcio, dinheiro e disputa pela guarda dos filhos pode ter motivado o crime, diz polícia. Ana Paula Campestrini, de 39 anos, foi sepultada em Lontras, no Alto Vale

Redação ND Blumenau

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A Polícia Civil do Paraná prendeu nesta quinta-feira (24), de forma temporária, o ex-marido da catarinense Ana Paula Campestrini, de 39 anos, morta com pelo menos 14 disparos de arma de fogo à queima roupa na última terça-feira (22).

O corpo da catarinense foi sepultado em Lontras, onde vive a família – Foto: Arquivo Pessoal/Redes SociaisO corpo da catarinense foi sepultado em Lontras, onde vive a família – Foto: Arquivo Pessoal/Redes Sociais

Wagner Cardeal Oganauskas foi preso em um condomínio de luxo em Curitiba suspeito de ser o mandante do assassinato. A motivação seria às constantes brigas, inclusive na Justiça, que o ex-marido travava contra a vítima.

Outro homem, identificado como Marcos Antônio Ramon, também foi preso. Ele é indicado pela polícia como sendo o atirador que executou Ana Paula em frente ao portão onde ela morava. (veja abaixo) A Polícia Civil chegou até os homens em menos de 48 horas após o crime.

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A polícia também cumpriu um mandado de busca e apreensão no clube onde ambos trabalhavam, como presidente e diretor financeiro, respectivamente, e apreendeu alguns documentos. Wagner e Marcos Antônio poderão responder por feminicídio. O inquérito policial deve ser concluído na próxima semana.

Motivação

De acordo com a delegada Camila Cecconello, Wagner e Ana Paula foram casados por 17 anos e tiveram três filhas, de 9, 11 e 17 anos atualmente. No entanto, há cerca de três anos, Ana Paula afirmou que era homossexual e pediu a separação.

Desde então, suspeito e vítima travavam um batalha na Justiça por um patrimônio de R$ 2 milhões e pela guarda das filhas. Conforme a delegada Camila, foram pelo menos cinco audiências para tentar chegar à um acordo e,, em uma das ocasiões o juiz teve que suspender o encontro pois Wagner estava muito exaltado.

Segundo apurado pelo portal Ric Mais, Ana Paula trabalhava como diarista e como motorista de transporte por aplicativo. Há dois anos, começou a se relacionar com a atual companheira, com quem morava no bairro Santa Cândida, local onde foi executada.

Crime premeditado

De acordo com informações da Polícia Civil, na manhã do crime, Ana Paula teria ido fazer a carteirinha para ter acesso ao clube Sociedade Morgenau, onde as filhas treinavam esportes. O presidente do clube era Wagner, o ex-marido.

Ana Paula Campestrini foi executada com 14 tiros em Curitiba. O corpo será sepultado em Lontras, onde vive a família – Foto: Reprodução/DivulgaçãoAna Paula Campestrini foi executada com 14 tiros em Curitiba. O corpo será sepultado em Lontras, onde vive a família – Foto: Reprodução/Divulgação

Segundo a investigação, o homem não deixava a catarinense ter contato com as filhas. Ana Paula ia até o local, mas ficava apenas na calçada, acenando de longe para as meninas.

Após a vítima deixar o clube, testemunhas afirmaram que viram Marcos Antônio subindo em uma moto sem placas. A Polícia Civil diz ainda que a moto estava escondida no clube há alguns dias, mas que após o crime o veículo não foi mais localizado. Além disso, as câmeras de segurança do clube estavam sem funcionar nos últimos dias.

Mesmo assim, conforme a polícia, é possível afirmar que o autor dos disparos perseguiu o veículo da vítima. O suspeito, Marcos Antônio, teria então esperado até que Ana Paula chegasse no portão de casa para descarregar a arma contra o carro.

Veja o vídeo: (imagens fortes)

*com informações do Ric Mais

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