Exame aponta que mulher encontrada morta em Gaspar em abril deste ano tinha cocaína no corpo

Quase sete meses após o crime, inquérito ainda não foi finalizado e delegado aguarda informações sobre quantidade de droga no corpo da vítima

Redação ND Blumenau

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Quase sete meses após a manicure Carine Silva da Rosa, de 36, ter sido encontrada morta jogada nua em um matagal em Gaspar, no Vale do Itajaí, a Polícia Civil ainda não finalizou o inquérito policial. Isso porque ainda faltam informações cruciais do laudo toxicológico e gastrointestinal produzido pelo IGP (Instituto Geral de Perícia).

Carine da Silva Rosa tinha 36 anos e foi encontrada morta por um casal de ciclistas em Gaspar – Foto: Divulgação/NDCarine da Silva Rosa tinha 36 anos e foi encontrada morta por um casal de ciclistas em Gaspar – Foto: Divulgação/ND

O delegado de Gaspar, Diogo Medeiros, confirmou à reportagem do Tribuna do Povo que o laudo apontou que havia cocaína no corpo da vítima, porém o exame não indicou a quantidade, informação considerada indispensável pelo investigador.

“O exame gastrointestinal para ver se a vítima tinha droga no corpo só é feito em Florianópolis e, infelizmente, ele demora porque é outro órgão, é o IGP que fez. Esse laudo voltou do IGP há uns 30, 40 dias e detectou que tinha cocaína no corpo dela, só que a informação do quantitativo de cocaína não veio para mim e essa é uma informação imprescindível porque a morte pode ter sido por overdose”, destaca o delegado, afirmando que já fez o pedido para saber a quantidade de drogas no corpo da manicure.

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O delegado ainda afirmou que cogitou pedir exumação do corpo, mas além de burocrático, o processo geraria ainda mais dor à família. “Exumação é um processo que levaria muito tempo porque o corpo foi enterrado no Estado do Rio Grande do Sul e nós teríamos que mandar uma precatória. Enfim, ficaria inviável e pensando em custo-benefício, isso infligiria muito mais dor aos familiares, então eu optei por esperar o resultado do quantitativo desse toxicológico”, disse.

Medeiro ainda garantiu que o inquérito não está parado e é uma das prioridades da Delegacia de Gaspar.

Suspeito

Uma informação que chama a atenção no caso Carine é a participação de Kelber Henrique Pereira, o homem que matou a esposa e o filho de três meses degolados em Blumenau, em julho deste ano. A informação do envolvimento de Kelber foi confirmada pela Polícia Civil no mesmo mês do crime que chocou Santa Catarina.

Na época, o delegado que Ronnie Esteves disse ao Portal ND+ que Kelber é um dos principais investigados no caso. Segundo ele, foi Kelber quem entrou e saiu de um motel, em Gaspar, acompanhado de Carine.

“Em depoimento ele (Kelber) teria informado como ele saiu do motel com ela. Só que a perícia não conseguiu identificar sinais de violência, e isso dificultou um pouco o andar da investigação com relação a um possível crime contra a vida”, conta. Como o corpo de Carine não tinha marcas de violência, a possibilidade de assassinato ainda está sendo apurada.

Além de réu pelo assassinato de Jéssica Ballock e do bebê de 3 meses, Kelber é investigado pela ocultação do cadáver de Carine. “Ainda que ele não tenha praticado o homicídio, vamos dizer assim, foi ele quem deixou o corpo dessa vítima. Então ele também está sendo investigado por ocultação de cadáver”, disse Esteves.

O crime

morte de Carine Silva da Rosa, de 36 anos, é um grande mistério a ser desvendado. O corpo da mulher foi encontrado no dia 23 de abril em uma área de mata às margens de uma rua no bairro Poço Grande, em Gaspar e, desde então, a polícia investiga o que ocorreu.

O corpo da manicure foi achado por um casal de ciclistas que passava pela rua Theobaldo Anselmo Sansão. A mulher estava completamente nua com um pano preto cobrindo parte do rosto. Conforme informado pela própria Polícia Civil, o corpo não possuía sinais de violência.

Carine era natural da cidade de Cachoeira, no Rio Grande do Sul, e deixou quatro filhos, três deles menores de idade.

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