O misterioso desaparecimento da aviadora Amelia Earhart enquanto sobrevoava o Oceano Pacífico, há 86 anos, pode ter sido solucionado. É o que afirma a equipe de arqueólogos subaquáticos e especialistas em robótica marinha da empresa de exploração oceânica Deep Sea Vision. Eles dizem ter encontrado uma pista que pode encerrar um dos maiores mistérios da aviação mundial.
Amelia Earhart e o navegador Fred Noonan desapareceram em julho de 1937, durante a tentativa de dar a volta ao mundo – Foto: AFP/Reprodução/NDRelembre o desaparecimento de Amelia Earhart
Amelia Earhart, na época com 39 anos, e seu copiloto, Fred Noonan, 44, desapareceram sem deixar rastros entre Papua-Nova Guiné e a ilha de Howland, em 2 de julho de 1937.
Earhart, que ganhou fama em 1932 como a primeira mulher a voar sozinha pelo Atlântico, decolou em 20 de maio de 1937 de Oakland, Califórnia, com o objetivo de tornar-se a primeira mulher a dar a volta ao mundo voando.
SeguirOs principais indícios apontam que Earhart e Noonan ficaram sem combustível e abandonaram seu avião Lockheed Electra no Oceano Pacífico, perto da remota Ilha Howland.
A dupla foi declarada perdida no mar após 16 dias de buscas pelos possíveis locais onde o avião poderia estar. Todas as buscas até então haviam sido realizadas pelo governo dos EUA.
Expedição afirma ter encontrado destroços do acidente
Capitaneada por Tony Romeo, ex-oficial da Força Aérea dos EUA e CEO da Deep Sea Vision, a expedição realizou sua própria exploração nas águas profundas do Oceano Pacífico no ano passado, segundo a NBC News.
Utilizando tecnologia de sonar, ele acredita ter encontrado os restos do avião de Amelia Earhart. Nas imagens capturadas pela expedição é possível ver um formato borrado semelhante ao de um avião.
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Ainda de acordo com o canal de televisão norte-americano, a imagem foi tirada a cerca de 160 km da Ilha Howland, no meio do caminho entre a Austrália e o Havaí, exatamente onde se esperava que Amelia pousasse para uma parada de reabastecimento em sua aeronave.
Ainda que a imagem esteja borrada, Romeo acredita que essa seja a aeronave da aviadora, devido ao seu formato único.
“Não há outros acidentes conhecidos na área, e certamente não daquela época, com esse tipo de design com a cauda que você vê claramente na imagem”, disse Romeo à NBC News.
Diante disso, a equipe de Romeo planeja retornar ao local ainda neste ano ou no início de 2025 com uma câmera e um veículo operado remotamente para capturar imagens melhores.
“O próximo passo é a confirmação e há muito o que precisamos saber sobre isso. Parece que há algum dano, quero dizer, já está lá há 86 anos”, complementou Romeo.
Mesmo com o desejo da equipe de retornar as buscas futuramente, a missão exige equipamentos caros de alta tecnologia. Para esta primeira viagem, Romeo vendeu imóveis para financiar sua própria exploração. Ainda de acordo com a NBC News, a missão custou US$ 11 milhões (cerca de R$ 54,4 milhões).