Com aproximadamente 100 ordens judiciais, entre mandados de busca e apreensão e de prisão temporária, a Polícia Civil deflagrou a Operação Scurra na manhã de sexta-feira (3).
A ação ocorre em 15 cidades catarinenses, uma no Paraná e uma no Mato Grosso do Sul. Os mandados são resultado de dois anos de investigação contra o tráfico de drogas.
Cerca de 200 agentes participação da operação – Foto: PCSC/Divulgação/NDDesde 2018, a Delegacia de Combate às Drogas de Florianópolis tem monitorado atividades na região do Monte Verde. Segundo a polícia, o local teve expressivo aumento de violência nos últimos anos.
SeguirDurante o período de investigação, foram analisadas aproximadamente 600 mil ligações, mensagens de texto e outras interações entre os investigados.
Segundo o delegado Walter Loyola, as análises mostraram a existência de diversos núcleos de uma facção em Santa Catarina, além de contatos com grupos de outros estados.
A facção se autossustentava financeiramente praticando roubos de veículos de alto luxo, crimes contra o sistema financeiro e furtos em imóveis de alto padrão. Com isso, até um helicóptero era usado no transporte de drogas.
Os integrantes do grupo ainda são acusados de homicídios. O nome da operação, Scurra (“curinga”, em latim) faz alusão à versatilidade de atuação da facção.
Grupo teria conexões em outros estados
Mais de 200 agentes da Polícia Civil participaram da operação. Foram 42 mandados de busca e apreensão e 50 mandados de prisão temporária.
Em Santa Catarina, a Scurra foi deflagrada em Florianópolis, São José, Palhoça, Biguaçu, Governador Celso Ramos, Porto Belo, Balneário Camboriú, Camboriú, Itajaí, Navegantes, Blumenau, Itajaí, Tubarão, Laguna e Rio Fortuna.
Além da Polícia Civil, participaram da operação a Policia Rodoviária Federal e a Secretaria de Estado da Administração Prisional e Socioeducativa – Foto: ntegrantes da facção criminosa que atuava em Santa Catarina e em outros Estados utilizavam até helicóptero no transporte de materiaisAs cidades de São José dos Pinhais (Paraná) e Naviraí (Mato Grosso do Sul) também tiveram alvos da operação. Segundo a polícia, há conexões de atuação do mesmo grupo em São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, que serão investigadas em parceria pelas polícias de cada Estado.
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