A família de Rafael Gilberto de Souza Campos, jovem de 20 anos morto a facadas enquanto participava de uma prova de laço na noite de sexta-feira (9), pede justiça. O crime aconteceu durante um rodeio realizado na Guarda do Cubatão, em Palhoça, na Grande Florianópolis, após a vítima discutir com outro homem. A polícia busca o suspeito, que fugiu do local.
Rafael Campos chegou a ser hospitalizado, mas não resistiu aos ferimentos e morreu – Foto: Reprodução/Redes SociaisO motivo da discussão entre Rafael e o suspeito teria sido a validação dos pontos da prova de laço. De acordo com testemunhas, a vítima alegava que tinha feito a laçada de forma correta, mas o organizador do evento não concordou.
Um amigo da vítima que estava no local descreveu o momento em que Rafael foi atingido pelas facadas. “O Rafael tava montado no cavalo. O cara inferiu a facada [de baixo para cima]. Foram várias. (…) Daí, o cavalo saiu correndo, [Rafael] não teve mais como segurar a rédea e foi caindo de lado. Caiu no chão de barriga para cima”, contou Everaldo Santos.
Foi Santos, que também estava participando da prova, quem levou Rafael para o hospital: “Eu desci imediatamente da minha égua, peguei o meu carro, colocamos ele dentro e saí para o [Hospital] Regional. Entramos lá, tentaram reanimar ele e tudo, mas não teve jeito”.
Nas redes sociais, Rafael mostrava o amor pelo laço e pelos cavalos. Em uma de suas fotos, ele aparece ao lado do suspeito com o prêmio de uma das competições nas mãos.
“Eles todos se conhecem nesse mundo de rodeio e eu não sei porque que o cara fez isso com ele. Do nada, por causa de uma simples discussão de uma laçada, o cara tirou a vida dele de bobeira”, disse o irmão da vítima, Vitor Gilberto de Souza Campos.
A família relatou à reportagem do Balanço Geral Florianópolis que Rafael não tinha problemas de inimizades e pede por justiça. “A gente espera que o papel da Justiça seja feito, que eles prendam esse cara rápido, para que ele não faça isso com outra família igual ele fez conosco. (…) A gente só quer que ele seja preso e que o meu irmão pelo menos tente descansar em paz”, desabafou o Vitor.
Confira mais informações na reportagem do Balanço Geral Florianópolis.