Uma casa de madeira, habitada por três pessoas, foi destruída por um incêndio na segunda-feira (31), na Trindade, em Florianópolis. O incêndio exigiu duas horas de trabalho do CBMSC (Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina), com três caminhões, cerca de 15 profissionais e 7 mil litros d’água. Ninguém se feriu.
Moradores não estavam na casa incendiada no momento do incidente – Foto: Alexandre Vieira/DCF/NDA Defesa Civil de Florianópolis avaliou a casa incendiada e outra ao lado. A primeira ficou totalmente comprometida e a segunda está parcialmente danificada e interditada. Os familiares da casa incendiada foram acolhidos no hotel cedido pela Prefeitura de Florianópolis, por meio da Secretaria de Assistência Social, por até sete dias. A casa tinha cinco cômodos e 70 m².
A família da casa ao lado, por sua vez, foi para a casa de parentes até a desinterdição. A edificação tem quatro cômodos e é habitada por quatro pessoas. A casa está interditada até nova avaliação da Defesa Civil, devido ao surgimento de rachaduras.
SeguirDe acordo com o comandante dos bombeiros na operação, tenente Maurício Matos Rosa, a proprietária da casa incendiada estava muito nervosa e precisou de socorro.
“Nossa equipe de socorristas fez um atendimento, a pressão dela estava um pouquinho elevada, mas à medida que foi se acalmando, foi diminuindo. Ela disse que tinha um cachorrinho, mas nada aconteceu com ele também”, relatou o tenente.
Incêndio em local de difícil acesso
A causa do incêndio ainda não foi confirmada. Os bombeiros fizeram a coleta de informações no local ontem mesmo e o laudo está em confecção. O prazo de conclusão é de 30 dias. Na avaliação do comandante da operação, o volume de água utilizado foi grande.
“Um caminhão nosso tem aproximadamente quatro mil litros, então, foi mais ou menos um caminhão e meio de água”, disse. Ainda conforme o militar, o trabalho de rescaldo, necessário no local, aumentou a demanda por água.
Casa localizada em região de difícil acesso aumentou trabalho dos bombeiros – Foto: Luis Debiasi/NDDe acordo com o bombeiro, a vegetação do entorno não foi afetada. “Nossa preocupação é sempre olhar o que tem em volta. Conseguimos preservar a natureza, mas, no primeiro momento, ficamos preocupados com a casa ao lado. Começamos a fazer o combate resfriando as paredes dela e com outra linha fazendo o combate direto na casa em chamas”, comentou o comandante.
O procedimento foi para evitar o alastramento do incêndio. Quando a equipe chegou ao local, o fogo estava consumindo a casa por inteiro.
“Essa ocorrência foi bem complicada para acessarmos a casa. É um local de difícil acesso, uma rua muito íngreme e muito estreita. Nossos caminhões são bastante carregados, pesados e, para subir, é complicado. Não dava para passar. Tivemos que montar linhas de mangueira, conectar umas às outras. Foi um trabalho grande”, explicou o comandante.
Segundo ele, esse procedimento não atrasou a operação de forma significativa, mas foi uma tarefa a mais.
Não restou nada da casa incendiada na Trindade – Foto: Alexandre Vieira/DCF/ND“Toma um pouquinho mais de tempo. É algo cansativo, que exige um pouco mais de preparo físico”, afirmou. Questionado se houve atraso da equipe para chegar ao local, o comandante explicou que, após o acionamento, a equipe não levou 15 minutos para chegar.
O tenente acredita que os moradores em vez de acionar o 193 ligaram para os bombeiros na Trindade. “O primeiro caminhão a chegar na ocorrência levou 13 minutos. Isso está no relatório. O pessoal não se deu conta que deveria acionar a central 193 e insistiu em ligar para Trindade. Quando chegou ao conhecimento da nossa central, imediatamente, as equipes foram acionadas”, enfatizou o comandante.
Populares relataram curto-circuito
Para os bombeiros, os moradores não relataram como o incêndio começou. “Ninguém sabia nada, até porque os proprietários não estavam em casa”, disse o comandante.
Para a Defesa Civil de Florianópolis, no entanto, os populares e vizinhos relataram que, aparentemente, ocorreu um curto-circuito. “A confirmação será somente com a perícia oficial do Corpo de Bombeiros. Essa informação é dos populares e vizinhos do local”, disse o assessor técnico da Defesa Civil de Florianópolis, Samuel Vidal.
Moradores ficam em hotel pago pela prefeitura por até sete dias – Foto: Alexandre Vieira/DCF/NDEm 11 de janeiro, outra residência unifamiliar, também de madeira, pegou fogo e três pessoas morreram no bairro Capoeiras, no Continente. Em 16 de janeiro, outra casa, nos Ingleses, Norte da Ilha, foi destruída pelo fogo, dessa vez, sem vítimas.
Questionado sobre a prevenção nesse tipo de ocorrência, o tenente Maurício lembrou que o Corpo de Bombeiros tem as normas de prevenção e vistoria relacionadas a residências multifamiliares, indústrias ou shoppings. Nas residências unifamiliares essas normas não são exigidas.