“A gente fica em choque. […] Dorme com medo, porque não sabe o que pode vir ainda, é assustador”. Esse é o relato de Luana Lunelli, filha de Júlio César, o homem que teve o túmulo violado por criminosos no último domingo (2) em José Boiteux, no Alto Vale. A declaração de Luana foi dada durante entrevista à RBA TV.
Morto tem corpo violado e cabeça arrancada em José Boiteux – Foto: Divulgação/Redes SociaisJúlio César Lunelli era atleta e servidor público. Ele morreu em julho do ano passado, após ser diagnosticado com câncer. Segundo a família, o homem era bastante querido na cidade e não há motivos para o que houve.
“Não tem explicação, porque a gente nunca ouviu nada. Ninguém nunca apareceu na porta ameaçando ele ou ameaçando a família. Se fosse nesse caso poderia esperar alguma coisa, um aviso, mas não tem justificativa, não tem lógica. Muitos dizem que pode ser para ritual, mas se é para ritual, porque o túmulo dele? Tantos ali, sabe? Porque o dele? Porque de uma pessoa que morreu recentemente?”, questiona a filha.
SeguirA esposa de Júlio César, Célia Lunelli, contou que iria terminar de pagar a prestação do túmulo neste mês. “O sentimento é pior do que o dia que foi feito o velório, que foi enterrado ele. Sofrer duas vezes… é sofrer dobrado. É muito triste chegar lá e ver. Nem acabei de pagar ainda.”, lamenta a viúva.
O caso
A suspeita é de que os criminosos tenham violado o túmulo durante a madrugada de domingo (2). Eles chegaram a desligar a iluminação do cemitério, localizado na região central da cidade, para acessar o túmulo sem que ninguém pudesse ver.
Os autores quebraram a estrutura de mármore, retiraram a cabeça do cadáver e fugiram levando uma foto de Júlio César. A Polícia Civil já está investigando o caso.