O Sintrasem (Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis) marcou um protesto para esta sexta-feira (25) após a morte da professora municipal Alessandra Abdalla, de 45 anos. Os manifestantes reivindicam o fim da violência contra as mulheres.
Ela foi assassinada a tiros nesta quinta-feira pelo ex-companheiro e policial militar, Orlando Seara da Conceição Júnior. Até o início da tarde desta quinta-feira (24), o autor do crime segue foragido, segundo o 4º BPM (Batalhão de Polícia Militar).
Servidora municipal deixa filha de 21 anos – Foto: Reprodução/Redes SociaisO ato “Justiça por Alessandra” está marcado para às 18h e ocorrerá no Largo da Alfândega, no Centro de Florianópolis. A vítima morava em Palhoça e era servidora pública de Florianópolis desde 2014.
SeguirAté outubro deste ano, 45 mulheres foram vítimas de feminicídio no Estado, segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública de Santa Catarina). O número supera o que foi registrado no mesmo período dos últimos três anos. Abdalla deixa uma filha de 21 anos.
A professora foi assassinada por volta das 7h30 desta quinta próximo a creche onde Abdalla trabalha, localizada no bairro Tapera, no Sul da Ilha de Santa Catarina. Ela se dirigia ao trabalho quando foi abordada por Conceição Júnior, segundo as investigações.
Vítima tinha medida protetiva
Após uma discussão, ele disparou vários tiros de arma de fogo contra a mulher. O homem fugiu do local em seguida. O policial não aceitava o término do relacionamento e já havia ameaçado atirar nela anteriormente.
A servidora já tinha registrado um boletim de ocorrência e tinha medida protetiva, deferida no início de novembro, contra o ex-companheiro, como informa a delegada Michele Alves Corrêa, diretora da Polícia Civil da Grande Florianópolis.
Professora foi assassinada na manhã desta quinta-feira (24) – Foto: Arquivo Pessoal/Osvaldo Sagaz/NDTVCom base nos relatos de agressões físicas e psicológicas, a justiça tinha proibido o policial militar de se aproximar da Alessandra e de manter contato com a professora. Colegas de trabalho da vítima disseram que o policial Orlando estava ameaçando a ex-companheira nos últimos dias e também rondando a unidade escolar e outros locais que ela frequentava.
Orlando Seara estava lotado no 4º BPM (Batalhão da Polícia Militar). Ele realizava trabalhos administrativos, por conta da restrição do serviço operacional.
A prefeitura emitiu uma nota de pesar pelo feminicídio, repudiando o ato. O secretário de Educação, Maurício Fernandes Pereira, enfatiza que o feminicídio é um tipo de homicídio qualificado, “um crime hediondo”.
*Com informações do repórter Osvaldo Sagaz, da NDTV.