“Ela fazia tudo com sorriso no rosto”. É assim que Jeisy Souza, de 22 anos, lembra da mãe, Beatriz Edilio da Silva de Souza, de 55, que foi morta a tiros na sexta-feira (30) pelo ex-companheiro. O caso aconteceu em Araquari, no Norte de Santa Catarina.
Inclusive, esse jeito leve de Beatriz foi homenageado no último domingo (1º), quando seus filhos percorreram uma “rota turística” dos locais onde a mãe gostava de passear.
Como homenagem, família viajou para lugares preferidos de Beatriz – Foto: Internet/Reprodução/NDVisitaram um pesque-paque em Joinville, que era um de seus lugares preferidos, e depois correram e brincaram na praia do Ervino, em São Francisco do Sul.
SeguirAlém de Jeisy, Beatriz deixou um filho de 32 anos, que tem uma criança de 5. O menino era seu xodó.
“Decidimos fazer um dia para ir aos lugares que ela mais amava. Fazer o que ela mais gostava, comer o que ela comia com tanta vontade”, comentou a filha Jeisy Souza. “A nossa família parou na frente da praia e teve o tempo de pensar nela e o tempo de olhar e refletir e analisar”, completou.
Filho e neto da costureira Beatriz brincaram na praia, “como ela faria” – Foto: Internet/Reprodução/NDDifícil sorrir
Nas fotos, a dor do luto transparece. “A gente está tentando ao máximo ficar forte e pensar nela, do jeito que ela queria”, comentou a filha.
“Ela sempre falou que, quando morresse, ela não queria ninguém chorando. Ela passou a vida dela rindo, brincando, ela trabalhava cantando”, lembra.
Segundo a filha, Beatriz era costureira e, há dois anos e meio, tinha conseguido realizar o sonho de ter a própria confecção em casa. O sepultamento dela aconteceu no sábado (31).
Relembre o caso
Tudo começou na madrugada de sexta, quando Nelson de Souza, de 54 anos, matou a tiros Beatriz Edilio da Silva de Souza, de 55, e tirou a própria vida em seguida com a mesma arma usada no crime. Um revólver calibre 38 foi encontrado na cena com quatro munições deflagradas.
Beatriz foi morta pelo ex-marido na madrugada desta sexta (29) – Foto: Facebook/Reprodução/NDFoi a filha do casal, de 22 anos, que encontrou os dois já mortos. Segundo o delegado Eduardo de Mendonça, responsável pelo caso, ela estava em casa quando ouviu os tiros e arrombou a porta.
A Polícia Civil esteve no local e investiga o caso que está sendo tratado como feminicídio. Ainda não se sabe a motivação e familiares devem ser ouvidos no decorrer da investigação.
O casal estava morando junto há cerca de quatro meses, apesar de estarem divorciados há cerca de oito anos, segundo Jeisy.